quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Mais uma oportunidade para recomeçar

   Eis chegado mais um término de ano, com ele me vem aquela imensa vontade de refletir, de relembrar, de fazer funcionar a minha memória encontrando, então, os meus melhores e piores momentos desse ano. Uma espécie de retrospectiva pessoal. Tendo em vista que qualquer momento de reflexão é tempo ganho, paro e primeiramente agradeço; 2011 foi sim, um ano positivo para mim, onde eu obtive muitos avanços, maiores conhecimentos e sorrisos verdadeiros. Usufrui de momentos inesquecíveis, e conheci pessoas incomparáveis, as quais levarei para os restos dos meus dias. Cometi as maiores loucuras sem medo das consequências e acompanhada pela sorte. 
     Nesse ano conclui o tão sonhado ensino médio, finalizei o colégio ao lado dos meus amigos e cá estou pronta para uma nova etapa. No final do ano de 2010, eu me fiz uma promessa. Prometi que, especialmente, naquele réveillon eu não faria promessas, nem pedidos, deixaria o ano de 2011 simplesmente; Acontecer. Hoje, eu vejo que está foi minha melhor escolha. Coisa boa relembrar, olho para trás e, involuntariamente, meu rosto se toma em sorrisos, uma vontade de reviver, um desejo de uma vida casa vez mais 2011, cada vez mais FELIZ!  
   Tendo em vista as maravilhas proporcionadas durante esses 12 meses, só me resta mesmo agradecer, e esperar de 2012, no mínimo, a mesma intensidade. Então encaro mais esse término de ano, com um sorriso no rosto de quem viveu maravilhosos dias, com a esperança no peito, de ter um próspero ano de desafios e mais conquistas. Invés de fazer promessas e pedidos, dessa vez eu vou tirar o ano para me refazer, um espécie de renascimento. Um novo eu, pronta para uma nova vida. Novas escolhas a serem feitas, novos caminhos a serem percorridos. Para o ano, antes de tudo, vou me preocupar comigo mesma, e me sinto esperançosa para isso tudo. Para esse próximo ano, não pedirei muita coisa, não esperarei nada de ninguém, a não ser de mim mesma. Estou mais preocupada em viver do que planejar. Espero que 2012 seja o meu ano!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Um pouco de loucura faz bem

     Uma caneta em mãos, algumas folhas para rascunho, notebook no lado e muito tempo de sombra. Penso para mim mesma; "Tudo bem, Carolina, hora de escrever". Penso e repenso nisso toda a vez que percebo que deixei de lado minha página na internet. Começo a rabiscar algo mas, logo, o que consigo criar são apenas frases. Dou inicio a mais de dez textos por dia, mas não passam de pequenos parágrafos sem continuação.
    Tento escrever, me faltam assuntos, me faltam motivos, me falta por quem escrever. Preciso escrever, falta-me vida. Impossível não escrever quando se abusa de uma felicidade imensa que já não cabe em nós mesmos. Impossível não escrever quando se precisa desabafar, quando se precisa tirar aquele aperto do peito, e deixar jorrar aquelas lágrimas que nos enchem os olhos. Impossível não escrever quando se precisa de calma, e consegue isso a cada palavra passada para o papel . Impossível não escrever quando se tem histórias para contar, momentos para compartilhar, vida para espalhar. Impossível não escrever quando se empolga com alguma música, ou quem sabe com algum texto de autor querido, e as palavras simplesmente saem como notas musicais. Impossível não escrever quando não se tem ninguém para conversar, quando se está sozinho, querendo fazer companhia a si mesmo. Tantos são os motivos que nos levam a escrever.
    Agora, impossível mesmo é escrever quando a gente não se encontra em nenhum desses momentos, quando se está inteiramente nulo, vazio, e o pouco de pensamento que lhe vem em mente, é inapropriado, não pode ser exposto. Na minha cabeça, reina aquela pequena pressão psicológica de quem sabe que tem alguém esperando para ler um novo texto meu, e aquela culpa de não ter capacidade para acabar com essa espera. De tanto me culpar e fazer cobranças a mim mesmo, fiz uma escolha; Decidi me dar o direito de não escrever, pelo menos só pelo dia de hoje, amanhã talvez tudo volte ao normal. Como não costumo deixar ninguém de lado, cá estou para passar a vocês esse aviso; Vim aqui somente para dizer que no dia de hoje, 30 de novembro de 2011, eu não irei escrever. Ponto e basta!

domingo, 30 de outubro de 2011

Um tanto quanto pessoal

     Em mais uma dessas noites em que o sono não vem e a cabeça não para, um segundo se quer, me peguei pensando e observando cada mania, e aspecto meu. Momentos de conhecimento pessoal, sempre são bons para um melhor entendimento de si mesmo. Percebi então que comigo é 8 ou 80; Preto ou branco; Doce ou salgado; Tudo ou nada! Não aceito meio termo, opto pelos extremos e decisões concretas. Ou está tudo 100% bem, ou está tudo 100% um lixo. Até mesmo o meu humor se coloca nessa escala, ou está ótimo, ou extremamente mal; - Sai de perto! Faço, sim, tempestade em copo d'água. É o meu jeito, mas tudo isso tem um explicação. Cheguei a conclusão que tenho uma mania nada positiva; Coloco em cada pessoa, que eu gosto e que é importante para mim, um pedaço da minha felicidade, um dever e uma obrigação em me fazer feliz. É um erro, eu sei, mas não é escolha, acredite! Essa mania me transforma, por tantas vezes, em uma pessoa incompleta, dependente, mas mesmo assim esperançosa.
    Crio expectativas, alimento ilusões, logo, coleciono decepções. Imagino cenas, e momentos que não existiram, espero muito de quem pouco tem a me oferecer. Vejo somente o lado bom de algumas pessoas. Me cego por completa quando me envolvo e sempre acabo por me decepcionar com a realidade. Posso ser esperta para muitas coisas, mas ainda cultivo uma ingenuidade de pequena menina, aquela que ainda acredita que todos os seres humanos são bons. Não é tolice, vai ver é só esperança de ter dias melhores. Posso complicar ao querer tudo do meu jeito, mas já aprendi com o tempo que nem sempre conseguirei ter o que quero. Posso não conseguir, mas, sem sombra de dúvidas, eu vou lutar até o fim. Tenho os sonhos mais loucos, com a pretensão de que um dia se tornem reais. Sou capaz de fazer coisas que antigamente eu jamais imaginaria. Eu mudei com o tempo, eu amadureci, mas ainda acredito em tempos melhores.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Inversão de papéis

    Eu estava amarga, me sentindo sozinha. Em frente a tevê, estava prestes a devorar uma barra de chocolate para tentar adoçar um pouco meu dia, mas consegui controlar a vontade e a troquei por um livro da Martha Medeiros, que logo devorei mais da metade em meio a tanto desespero em sair do tédio. Deixei o livro do lado, pois o desuso dos meus óculos  já estava causando efeito, e resolvi assistir um filme. Logo, escolhi o que queria assistir e então iniciei um cinema caseiro, sozinha. Foi preciso apenas vinte minutos de filme para eu já estar completamente envolvida e indignada com o mesmo. O filme trazia a ideia de que nós, mulheres, é que somos culpadas pelos términos de namoros hoje em dia, ou até mesmo pela falta de interesse dos homens em relacionamentos mais sérios. Como é que é? Fiquei completamente indignada na hora, mas em instantes, comecei a pensar; será isso realmente a verdade?
     Era simples a teoria, e completamente machista, dizia que tudo deveria ser como antes, que as mulheres deveriam se colocar em seus devidos lugares e que os homens é que tem que tomar iniciativas em um relacionamento, e não as mulheres, como hoje em dia. Em parte, comecei a concordar, já que não cabe a mim, por exemplo, sair boates a dentro paquerar homens alheios, mas continuando.. Afirmava o tal criador dessa teoria, que homem nenhum precisaria comprar a vaca, se poderia muito bem tirar o leite de graça. E não é que vou ter que concordar mais uma vez?! A cada cena que passava, mais girava o meu pensamento em torno disso. Terminado o filme com o tal pesquisador ciente de que para amar não existia teoria, isso não me bastou, pois aquela história já tinha atazanado a minha cabeça. Eu estava, e ainda estou, mais que certa que quando se tem em mãos benefícios de forma gratuita, não tem porque comprar o seu fornecedor. Acontece que hoje em dia, com essa de ser dado como um "dado cientifico" a história de existir sete mulheres para cada homem, a mulherada enlouqueceu e essa época já está é sendo um tal de "Deus nos acuda". E cá entre nós, os homens estão se achando com tudo isso.
     Acredito que o que tem que acontecer agora é elas tomarem consciência que isso não está certo e que ficar por aí, se jogando para qualquer um é pura falta de amor própria e desespero, sem falar na desvalorização. E quanto aos homens, acho melhor voltarem a ativa, caírem em cima e tomarem iniciativas, antes que os papéis de invertam de uma vez por todas.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Vai ver eu sou mesmo de lua

     Hoje eu acordei me sentindo bem. Mais firme, segura, mais forte, me sentindo extremamente melhor em comparação a dias atrás. Saí de casa de cabeça erguida, e ao longo do meu trajeto, até alguns sorrisos se formaram no meu rosto - de forma involuntária. Observei o mundo todo em minha volta com outros olhos, me encantando com cada cor a mais no meu dia, foi quase mágico e muito curioso. Depois de dias e dias trancada dentro do quarto, tomei algumas poucas decisões. Tive muito tempo para pensar, e ao contrário do que a maioria das pessoas, que em minha volta estavam, achavam, isso me fez muito bem. Não mais posso ver minha vida passando em branco, está na hora de voltar; a sorrir, a viver, - sei lá qual a melhor forma de me expressar agora, nesse momento.
   Hoje cedo, ao me olhar no espelho, me senti mais confiante, mais bela, mais certa das coisas que eu quero, bem mais feliz e com disposição para arriscar. Estranha mudança essa, de uma hora para outra mas, sem dúvidas, não tenho nada a reclamar. Agora me sinto tranquila, mais livre, mais esperta, com mais vontade de viver. Sem grandes motivos para tudo isso, acredito que tenha sido culpa de algo maior, talvez alguma força, talvez algum dos meus dois anjos que, discretamente, tenham me dado um empurrãozinho para tamanha mudança. Na verdade, nem sei. 
    Vai ver eu sou mesmo de lua, ou quem sabe meu espírito esteja mesmo acostumado com esses altos e baixos, e que sempre quando me sinto mal, eu precise de um tempo sozinha, uma época sozinha, algumas semanas, ou quem sabe um pouco mais. Então assim, mais uma vez, eu tento cessar essa minha mania de isolação, de solidão, prometendo para mim mesmo obter um esforço enorme para que a cada dia eu possa me sentir melhor. Seria isso realmente uma mudança repentina ou apenas a volta de um pouco de amor próprio? Com ou sem respostas, o que eu quero agora é seguir em frente, sem olhar para trás, com sorrisos no rosto e cada dia melhor.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Eu não tenho vontade de amor

     Ainda me sinto totalmente confusa com certos assuntos. Não tenho certeza sobre algumas coisas que sinto e penso. Sinto algo diferente, de uma forma que não consigo explicar em nenhum dos meus textos. Vou tentar ser mais clara; Eu não tenho vontade de amor, tenho vontade de pele! Alguém me entende? Está bem, eu acho que me entendo, ou pelo menos eu tento fazer isso, para uma melhor auto aceitação. Mas é que, hoje em dia, eu acredito mais nos fatores de uma atração física, do que em um amor. Quando eu falo em atrações físicas, em nenhum momento me refiro a beleza, estética, e um tanque bem definido, - também não tenho nada contra isso, claro, mas não é o caso. Voltando ao assunto, quando falo em atração física eu falo em pele, algo mais que arrebatador, quase mais forte que nós mesmos, e resumindo, algo muito melhor que o amor, na minha opinião, óbvio.
    É inexplicável, acontece sem que se quer nós tenhamos direito a escolha, e em muitos casos é quase impossível de se esconder. Ao contrário do amor que nos trás um frio na barriga e um coração quase saltando pela boca, a pele, age de forma ainda mais surpreendente, não são partes do corpo que sentem a presença do outro, e sim, ele por inteiro. É a pele arrepiada, é um descontrole, é perda da razão, é atitudes por instintos. Tudo isso nos proporciona momentos mágicos, é realmente fabuloso. Não é amor, é algo muito melhor, e não tão dependente. É se tornar fraco diante a si mesmo e não se entristecer com isso. É sair de si, sem muitas preocupações. Não conseguir ser mais forte do que seus próprios desejos e vontades. É desafiador, mas completamente envolvente, e encantador.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Realização pessoal

      Eu queria fazer da minha vida um livro aberto, só para poder me sentir livre para escrever sem culpas.  Falar dos problemas e colocar nome em todas as minhas loucuras, pois li que ao dar nome a elas, deixarão de ser. Citar nomes e enfim saciar a curiosidade alheia. Mas ao mesmo tempo que tenho esses pequenos desejos, jamais suportaria ver meus maiores segredos passando de boca em boca, feito uma interminável brincadeira de telefone sem fio. Gostaria de conseguir desvendar alguns mistérios meus mesmo, e talvez tentar entender o porquê de algumas atitudes e escolhas feitas. E então agora eu parei para pensar em todas as minhas atitudes, sendo aquelas que eu julguei certas, ou até mesmo as erradas.
      Paro para pensar no que ganhei com isso, e o quanto pude aproveitar de cada uma delas e reaproveitar em meu amadurecimento. Reflito se tomei decisões certas, perante ao meu futuro. E tento me imaginar daqui a uns anos, se serei uma boa profissional, uma boa mulher, uma boa mãe para meus futuros filhos. Mas agora, nesse momento, eu cresço em constantes mudanças comigo mesma. Recebo lições a cada dia, sendo da vida, ou das pessoas que ao me redor estão.
     Vivo procurando sempre evoluir, aprender com meus erros e sempre acertar nas escolhas para não ter problemas futuros. Me refaço a cada dia, em momentos, mudo mais de opinião do que de roupas. Busco o meu melhor a oferecer para qualquer situação. Poucas, são as coisas que me arrependo, até porque, a essa altura nada eu ganharia tendo uma vida amargurada, cheia de arrependimentos. Acho que toda e qualquer escolha, até mesmo levando em conta os erros, serviram de aprendizado. E a união de todas essas coisas que passamos pela nossa vida, de uma forma ou de outra, é o que ajuda na formação do nosso caráter.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Tenta, fascina, hipnotiza; Atiça!

"Hoje eu queria tanto escrever, na verdade, não pelo fato de querer, mas sim de me obrigar a dar continuidade a essa página que, ultimamente, se encontra mais vazia que eu. Por meio de algumas uniões de palavras e pensamentos tentarei concluir mais um texto, provavelmente amargurado, mas sincero."

      Me sinto em meio a uma completa confusão, me mantenho como que se estivesse de mãos e pés atados, nada mais poderá ser feito. Por enquanto, ainda não há nada a fazer. Parei aqui, e sem fazer esforços para lado algum, vejo tudo acontecer, os dias passarem, e eu nada fazer. A vida me castiga agora da forma mais baixa, tira meus dois caminhos principais, interditando esses meios, bloqueando toda e qualquer desvio meu para esses lados. Mas se esquece de um pequeno e incomodativo detalhe, é o fruto proibido que nos tenta, fascina, hipnotiza, e atiça o desejo até da pessoa mais equilibrada.
       Me vejo no meio de uma estrada, parada no caminho, sem ter coragem de agir. Olho para todos os lados, tento observar cada passo que dou, cuidando para não errar, e cada coisa que ao meu redor acontece. Como de costume, não chego a lugar algum. Falo coisas sem sentido, ando totalmente destemperada, completamente louca da vida. Apenas uma barra de chocolate não mais me satisfaz. Parei de agir, de sair, talvez até de viver, - diria o meu lado atriz de novela mexicana - por medo de instintos. Mas deixado esse lado dramático, acho que agora eu me encontro em total solidão.
     Solidão por opção, confesso, mas acredito que seja esse um momento útil para refletir sobre tudo e assim tentar, então, algum meio para que me liberte desse sufoco, sem grandes atitudes arriscadas. Não sei se ao certo eu quero realmente encontrar saídas, talvez a verdade seja que o que eu preciso é paz para minha cabeça, para os meus pensamentos, para o meu coração. E mais umas duas barras de chocolate, ao leite, claro.

sábado, 24 de setembro de 2011

Nostalgia constante

     Hoje eu me sinto estranha, com uma necessidade em desabafar, mas sem nem ao menos saber o que se passa comigo. Com movimentos lentos, sem vontades para nada. Precisando de silêncio, preferindo escuro, qualquer meio que me mantenha mais calma, mais  tranquila. Me sinto quente, mas de uma hora para outra, gelada feito pedra. Me sinto carente, sozinha, deixada de lado até por mim mesma. Uma angústia, um aperto no peito, algumas doloridas lembranças.
    Eu vejo pessoas sendo felizes com tudo aquilo que eu posso ter, mas não quero para mim. E ainda não entendo por que isso me afeta, se, não ter, é só mais uma decisão minha. Eu sofro, mas em silêncio, por vergonha. Eu guardo tudo para mim, e mesmo parecendo só piorar, eu escolho ser assim. Eu sinto, mas escondo, por orgulho. Eu sinto falta de coisas que só não tenho por não querer, e é completamente maluco pensar assim. Eu ainda amo, mas não assumo. Eu ouço demais as opiniões das pessoas, até quando não deveria, e com base nisso me confundo em minhas escolhas. Tem horas que eu até me incomodo com a felicidade dos outros, e não queria ser assim. 
    Eu encho meus olhos de saudade, em mais um momento nostálgico. Eu ainda sinto muita falta. Qualquer contato com o passado é inevitável, e me machuca, como se eu estivesse perdendo tudo de novo, como se eu estivesse revivendo. Acredito que eu devo ter algum  bloqueio com o futuro, seria a única explicação. Me parece que eu parei no tempo, em uma determinada época, já passada, e que com isso, eu só consigo conviver, e me sentir bem, com aqueles que nela estavam, ao meu lado. Parece que eu me mantenho travada no mesmo lugar, vivendo de passado e que qualquer avanço que eu dou, é nulo. Uma maldita nostalgia constante que só me deixa andar em círculos.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

E sempre que puder, estarei sorrindo

    Eu nunca vou conseguir entender porque a gente continua sempre com essa mania de querer ser de alguém, e também porque que quando isso não acontece não é de sorrisos que nossos rostos se tomam. É muito pelo contrário. Esse nosso desejo de pertencer alguém, de ter alguém, talvez seja o maior objetivo de um grande número de pessoas, mas não mais o meu. Primeiramente quero me encher de sorrisos sinceros, de felicidades. Essa vontade de se sentir completa, uma vontade de colocar em cima do outro a obrigação em fazer de nós, pessoas felizes. Quanta bobagem!
    Hoje, eu vejo a felicidade apenas como uma questão de escolha, como um querer aceitar a vida como ela é e tentar tirar proveito de todas as situações - sugando só coisas boas. Pessoas entram e saem da nossa vida a todo o momento e não podemos transformar a nossa felicidade em algo assim, tão passageiro, tão inconstante, que ao mesmo tempo que nos acompanha, pode também nos deixar, sem grandes explicações.
    Pessoas são de lua, e não quero ter a minha felicidade com intensidades baseadas em fases. Pessoas são, sim, necessárias para se viver bem, ninguém é feliz sozinho, mas antes de procurarmos isso nos outros, devemos primeiro encontrá-la dentro de nós. Eu acredito no amor, e acredito também na felicidade que ele nos trás, mas acredito mais ainda que se buscarmos felicidade nas pequenas coisas, antes do amor, nossa felicidade poderá assim, se tornar cada vez mais permanente e verdadeira. 
  Parei, pensei e percebi. Pessoas gostam mais de quem sai por aí sorrindo, com um tranquilidade estampada no rosto e não quem fica com uma dor amargurada a espera de um amor para esboçar um mísero sorriso. Quando menos se espera, mas rápido vem, e é melhor aguardar sorrindo do que com lágrimas angustiantes aos olhos. 

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Seja nesse, ou em outro plano


   Em dias como hoje me peguei pensando, em como consigo manter esse amor apenas alimentado por lembranças? Por ser tão grande e por ser tão forte, isso se torna tarefa fácil, apesar de dolorosa. Me pego lembrando cada momento, e em meu pensamento ainda é tudo tão real, como se tudo ainda estivesse ao meu alcance, como se eles ainda estivessem ao meu toque, como se tudo isso fosse somente uma viagem longa, onde partiram rápido, sem se despedir, mas que logo os terei novamente para mais abraços. Acontece que o tempo passa e essa viagem não chega ao fim. Junto com esse tempo a realidade vem a tona, e isso tudo dói demais.
   É um desespero por um reencontro que não chega e uma inquietação em se ver só. Lembranças me machucam, me cortam por dentro. É inevitável. Uma ausência que não tem cura, um vazio, pedaços arrancados de mim da forma mais brusca. Ainda assim, apesar de tanta dor, é impossível não abrir um sorriso e se sentir orgulhosa ao tocar em seus nomes, bater no peito e falar com sorrisos e olhos repletos de saudade o quão bom foi ter avós como esses, e o quanto eu sinto falta desse passado. Um amor tão inexplicável, de uma forma que nunca ninguém chegou, ou chegará perto. Um amor que vai além de qualquer plano, que ao perder de vista nesse, continua aceso nos corações, a espera do próximo. Um amor que domina de tal forma que é impossível passar um dia, se quer, sem falar a respeito. Um amor que apesar dos anos passarem ele não apaga e nem diminui sua intensidade. Um amor que nasceu de grandes admirações. Meus amores para a vida toda.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

É mágico, encantador, pena que voa

     Com o tempo eu aprendi a dar valor as verdadeiras coisas, aprendi a gostar mais de mim mesmo e me aceitar da forma que eu sou, sem tantas reclamações. Entendi que nem tudo vai ser do meu jeito, mas que com o tempo tudo pode se tornar mais acessível e modelável, é só ter paciência. Notei que não posso só me importar com o que eu quero, e que é mais interessante dar valor a quem se importa comigo. Reparei que nem sempre minhas escolhas foram certas e que quando errei tive que arcar com consequências, sendo qual fosse a sua gravidade.
     Observei que é sempre preciso lutar por aquilo que queremos, que nada vai cair do céu, ou será dado diretamente em nossas mãos. Descobri que há dores nessa vida que o tempo nunca terá o poder de curar, ou de diminuir o seu tamanho, e que me resta aprender a lidar com elas. Tive que deixar escorrer por meu rosto muitos lágrimas para aprender que ao longo da vida receberei lições e terei que ser forte o suficiente para suportá-las e superá-las. Precisei perder as pessoas que eu mais amava para então perceber que a vida é só uma, e que com um piscar de olhos posso perde-lá.
     Aprendi que a cada tombo que levar tenho que buscar rapidamente me reerguer, e me reestruturar, pois o tempo não irá me esperar, ele seguirá em frente. Comecei a dar valor as pequenas coisas, aos pequenos gestos e olhares, e hoje percebo que esses são bens muito mais valiosos até mesmo que palavras bem ditas. Vi que me enganei muito com as pessoas, que utilizei da palavra amizade até mesmo onde não cabia, mas que isso tudo me serviu de lição. Compreendi que nunca se deve desistir dos seus sonhos, por mais absurdos que sejam, há sempre um jeitinho de alcançá-los, só é necessário esforço.
    Percebi que com apenas um sorriso de alguém que eu queira bem, posso ganhar meu dia, da mesma forma que são necessários apenas segundos de brigas, para se estragarem 24 horas. O tempo ensina, sendo da melhor ou da mais brusca forma. O tempo te molda, te faz crescer, amadurecer, dar valor as coisas. O tempo é mágico, encantador, pode fazer milagres, pena que voa. O tempo não para, nem te espera, ele segue o seu caminho fazendo do futuro cada vez mais presente.

sábado, 20 de agosto de 2011

O amor, ao meu ponto de vista

    Pequena palavra com grandes significados. Sinceramente, eu não sei explicar o que é o amor, apenas sinto. Para mim, vejo como se fosse uma doença, sem cura, que quando não tratada pode matar aos poucos. Posso sim estar sendo um tanto quanto radical mas, no meu ponto de vista, o analiso exatamente dessa forma mesmo. Amar nos deixa bobos, completos idiotas, e completamente cegos. Nos sentimos tão envolvidos e nos apaixonamos por essa sensação.
   É desejo, é paixão, é necessidade, atração; simplesmente amor! Passamos 24 horas do nosso dia pensando na pessoa, em como fazê-la sorrir, como fazê-la se sentir feliz, alegre - da mesma forma que nós nos sentimos. Em muitas casos abrimos mão de tantas coisas por amor, nos entregamos sem medo, sem pensar duas vezes. Completamente enfeitiçados e apaixonados pela arte de amar. Entendam; O amor é um sentimento, não uma explicação, e por mais que se tente nunca haverá palavras suficientes para explicar tamanha maravilha. O amor não se entende, se sente! E é indispensável mostrar ao mundo o tamanho do seu amor, para que o mundo lhe dê a chance de amar.
    Me pergunto, então, se o amor é tão "apaixonante" e encantador, assim, por que ainda tem gente com medo de se entregar a ele? Medo de mostrar aos outros o quão apaixonado está, e o quão lindo é esse sentimento? Vejo, nos dias de hoje, o amor sendo deixado de lado, como se estivesse pronto a ser esquecido, a ser substituído. Isso tudo me assusta. As pessoas, em geral, se encontram em outra era. Uma era, no qual, o amor não mais está em seus objetivos, pelo contrário. Vejo um mundo de pessoas que se acham auto-suficientes, que dizem não mais precisar de uma pessoa, de um amor. Preferem encarar noites agitadas, deixar o amor de lado e cair na onda da ''pegação'' - onde o que conta mais são números, e não sentimentos. Acho tudo isso muito cruel e completamente vazio.
   Não tenho vergonha de dizer que ainda acredito no amor, que ainda sonho com a minha ''metade da laranja'' - por mais brega que isso pareça. Prefiro mil vezes encarar a vida dessa forma - com esse encanto - do que viver vazia. O amor está, sim, dentro de mim, e não me refiro somente ao amor entre duas pessoas, mas também, aos amigos, familiares. Enfim, no momento, me vejo completamente apaixonada; amando e enfeitiçada pela arte de amar. Me orgulho disso!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Entre o cérebro e a pele

   Para viver ,é preciso olhar só em frente, sem dar voltas, andar em círculos, ou ficar a se arrepender. A gente sempre acha que vai dar certo, tem pensamento positivo, até não dar mais. No fundo a gente sempre sabe que pode estar indo longe demais; que em algum momento está muito longe do chão, mas mesmo assim não deixamos de sonhar. Agora, abandone o antes, se refaça e dessa mesma forma recomece assim a sua vida.
    Tudo passa, e por nada nessa vida devemos ficar nos lamentando. Se a gente passou por isso, ou aquilo, é porque deveríamos passar, e agora outros ciclos virão. A vida é agora, entenda e não cometa as mesma burradas. Chega até ser engraçado, falar é muito fácil, e dessa mesma forma que essas palavras dominam meus lábios e abusam do som de minhas cordas vocais, sentimentalmente, elas não me atingem. Por mais que eu tente, é um caminho muito complicado segui-las. Mas eu insisto em dar algum nome a tudo isso que ficou e me incomoda tanto, depois de tudo. Pois algo ficou.
    Me sinto no momento um tanto fraca, sem conseguir pensar direito nas coisas, apenas querendo resolver tudo e por continuar no mesmo lugar, ficar sem resolver nada. Orgulhosa, em alguns pontos e em tantos outros não aparece um pingo se quer de orgulho. Pensativa, passo agora a entender que todas as minhas conclusões não são  nem um pouco conclusivas. Sinto uma fraqueza em perder para mim mesmo, em não conseguir superar desejos e vontades. Uma luta entre pensamento e sentimento; pés no chão e sonhos; cérebro e pele. Continuo assim, sem saber como lidar com as coisas, com as pessoas, comigo, com você.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Espelho da minha alma vazia

   Escrever se torna fácil quando há sentimentos, quando há amor no que é dito, quando há sinceridade no que esta sendo transmitido. Já me perguntei o que era preciso para escrever, se engana quem logo pensa só em papel e caneta, pois um texto vai muito além disso, muito além mesmo. Amor, histórias, verdade, assuntos, sinceridades, desabafos; são algumas das partes inicias para se criar um texto, mas ainda vai muito além disso.
   Para mim, textos são sentimentos transformados em palavras, uma escrita da alma, uma necessidade de colocar para fora o que está escondido no interior do escritor. Um desabafo, uma forma de passar para os outros o que você sente de uma modo não tão direto. Uma arte de compartilhar acontecimentos, experiências, e perceber que, em muitos casos, algumas pessoas sabem exatamente aonde você quer chegar, pelo simples fato de que já sentiram a mesma coisa que você. Se torna tão engraçado pois na falta de sentimentos, ou histórias para desabafar, falta-me também as palavras. Veja, agora mesmo, a minha situação; cheguei ao ponto de escrever sobre ''textos'', sobre minha incansável busca por palavras para não deixar essa mísera página virtual tão vazia quanto o meu interior. É complicado, meus textos são o reflexo da minha alma, do meu interior, do meu vazio. Tem sido tão difícil, faltam-me palavras...

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Uma busca por mim mesma

    Hoje eu acordei diferente, ao me olhar no espelho me perdi em pensamentos. Tão estranho. Foquei meus olhos diretamente no reflexo dos mesmos, e é realmente surpreendente como eles não mentem. Um desespero, como que se eu estivesse apenas querendo fugir, não sei de quê, muito menos de quem. O que me parecia era como que se a maior vontade daquele momento fosse sair dali, talvez para não mais voltar, talvez só por um tempo, talvez somente sem medir nem tempo, nem distância, apenas ir, apenas um talvez...   
   Mas qual a realidade? O que eu estou querendo da vida, ou melhor, o que estou fazendo com ela? Curiosa, fiquei alguns bons minutos ali. Por sorte, ninguém passou por perto para presenciar tamanha loucura, tamanha curiosidade de si mesmo; tamanho desespero por se encontrar. Não bastou meu olhar para me dar todas as respostas, talvez isso só tenha me deixado mais confusa, não sei. Não compreendi se o motivo deles não mais brilharem era dor ou somente uma tristeza passageira. 
    Por alguns segundos tentei mudá-lo, fazer algumas expressões faciais, mudar a luminosidade da peça, sei lá, afinal, se pequenos detalhes conseguem enganar as outras pessoas, por que não enganaria a mim mesma? Tolice minha, como se o meu exterior fosse falar mais alto que o interior. Como se fosse falar mais alto do que tudo aquilo que eu via nos meus olhos. Quanta bobagem, só posso estar ficando louca. Enfim, os resultados foram os esperados, isso se houveram resultados, pois nada foi concreto, pelo menos nada que tivesse ao alcance de minha interpretação. 
   Acontece, que depois dessa estranha experiência - a chamemos assim - eu pude perceber o quanto desconheço a mim mesmo, o quanto eu não sei de mim, o quanto ainda tenho a aprender e descobrir sobre a única pessoa no mundo que pode fazer meus olhos voltarem a brilhar, serem felizes de uma forma completa; Eu, eu mesma e mais ninguém. É hora de me conhecer.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Até que alguém me faça pensar de outra forma

    Eu ando tão cansada, mas dessa vez cansada de tudo, das pessoas, do mundo, até mesmo de escrever. A que ponto cheguei? Tento chegar a conclusões que expliquem os motivos de tanta indisposição, de tanta preguiça. No fim, não chego a lugar algum. Agora, o que eu mais procurava era estabilidade. Seria minha hora de recomeçar, e eu estou ciente disso, mas confesso que essa palavra me assusta um pouco, talvez não por medo de errar novamente, de sofrer ou algo do tipo. Acredito que eu já esteja anestesiada de todos esses males, mas, vai ver, isso é só por preguiça de iniciar algo, partir novamente do zero. Só na teoria já é cansativo, imagina então na prática. 
   Em  questões como relacionamentos, por exemplo, um recomeço quase sempre é a saída, mas para isso eu teria que estar de acordo e no mínimo disposta, mas logo, acontece o contrário. Por essa minha "preguiça" de recomeçar é que me vejo cada vez mais em meu passado, cometendo sempre os mesmos erros, caindo sempre nas mesmas armadilhas, revivendo sempre as mesmas histórias - Histórias aquelas que já estão prontas, precisando apenas de continuação. Preguiçosa! Sou, e como... Mas, cá entre nós, é muito mais fácil reciclar um relacionamento onde confianças e  intimidades já estão em um nível mais elevado do que ficar a espera de um ''novo amor'', um novo estranho, uma nova história a ser escrita, não é verdade?   
   Talvez eu esteja, realmente, exagerando nesse meu maior pecado que é preguiça. Talvez, eu até não esteja errada, mas de uma coisa eu tenho certeza; No momento, eu não tenho cabeça, nem condições emocionais, ou físicas, para tanto enredo. Dessa forma, revivo meu passado e abro mão do meu futuro, até que alguém me faça pensar de outra forma.

terça-feira, 14 de junho de 2011

A vitória do físico sobre o sentimento

   Quer saber? O mundo não me agrada, pelo menos esse de agora, não. Todas as pessoas que me cercam não passam de aparências e ainda se orgulham disso - o que me apavora. Rostos aparentemente felizes, praticamente personagens que estão sendo interpretados com textos decorados para cada momento. Não passam de falsidades que andam sobre duas pernas. Vivemos de aparências, é verdade. Onde o que se vê conta mais do que o que se sente; é a vitória do físico sobre o sentimento. Vidinha medíocre, onde o ''SER'' conta mais que o ''SENTIR''. Quanta vergonha eu sinto de fazer parte disso tudo, realmente. Os motivos de chegarmos a esse ponto, de querer aparentar, são notáveis. Nos dias de hoje, a maioria das pessoas estão mortas, mas ainda não se deram conta disso. Vazias de sentimentos, ocas, se importam só com o que conseguem enxergar, o físico, a beleza. É triste a realidade.
   Acho que está na hora de parar de se importar só com as aparências, só consigo mesmo. Acho que é hora de preencher nossos vazios que estão por dentro, colocar sentimentos, dar sentido a toda essa caminhada. Nossa aparência não muda o que se passa por dentro de nós. Devemos procurar ser mais agradáveis por dentro do que por fora. Beleza, um dia acaba, mas quem realmente somos, interiormente, isso fica para o resto da vida, sendo nesse ou em outro plano. O que se leva da vida não é você fisicamente, não é seus bens materiais, não é a quantia de dinheiro que você tem. O que se leva é a vida que você teve, as experiências, as pessoas que conheceu, os sentimentos que adquiriu. Pense nisso, antes de tentar ser, aparentar, procure sentir e demonstrar somente o aquilo que existe de mais puro.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Um pouco de realidade

   Na real, o que estamos querendo? Pelo amor de Deus, estamos em pleno século XXI, tempo do individualismo, sentimentos autoritários, esqueceram disso? Infelizmente, essa é a realidade dos últimos dias. Agora, convenhamos, diante a isso, nós - mulheres - como ainda podemos sonhar com príncipes encantados, amores eternos e finais felizes? Parece loucura acreditar nisso tudo, não é mesmo? Mas, sejamos um pouco realistas, não seria bom ter um ''quase príncipe'' em nossas vidas? Sim, falo quase pelo simples motivo de não precisarmos de realeza, nem mesmo de bens materiais, a questão é outra; falamos de cavalheirismo, companheirismo, sermos, a cada dia que passa, surpreendidas por atitudes inesperadas; boas, que faça nós nos sentirmos importantes, pelo simples fato de estarmos sendo valorizadas.
   Um buquê de flores, palavras simples ditas com sinceridade, no momento certo. É exigir muito? Eu, particularmente, acho que nos dias de hoje, muitas são as pessoas que se envergonham de amar, pode isso? Um sentimento tão bonito, sincero, envolvente e tão inevitável. Na verdade, o certo seria assumir tudo o que se possui interiormente, vergonhas para que? Algo tão grandioso, de forma alguma deveria ser escondido. O que deve acontecer com as pessoas de ''hoje'', é deixar de ter vergonha de assumir sentimentos e permitir-se. Sejamos caretas! A maioria da população está é carente de um amor verdadeiro, de andar de mãos dadas nas ruas; sem receios. Chega dessa incansável busca por amores em festas, boates, sites de relacionamento, o mundo já virou quase um rodizio de pessoas. Criemos vergonha na cara, é hora de se aceitar; aceitar o que sente, aceitar o que quer e valorizar quem ama. Lembre-se que o amor verdadeiro, nunca sairá de moda.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Mais que aparências

    Eu choro sem motivos, grito quando tenho vontade, sinto ciúmes do que não é mais meu. Me enlouqueço do nada, fico de mau humor facilmente. Tenho inúmeras manias, sou cheia de frescuras, chata, praticamente antissocial. Às vezes, sou tímida depende do que a situação me exige. Às vezes, perco a cabeça, me encho de loucuras, pareço completamente feliz ou triste, são mais que aparências. Sou de fases, assim como a lua, tem horas que eu mesma não me entendo, é complicado. Pareço boazinha, mas bom mesmo seria não pagar para ver. Sei ser boa, mas quando má, pode ter certeza que sou melhor ainda.
   Defeitos tenho aos montes, mas eles não escondem minhas qualidades, e em muitos casos elas os superam. É correto ver também o lado positivo das coisas, das pessoas, em vez de ver só os negativos. Desprezo coisas mornas, fujo de ''quases'', quero tudo aos completos. Sou o ''sim'' ou o ''não'', gosto de coisas diretamente mais claras. Posso em muitos casos parecer fria, mas não, não me rotule assim, é melhor antes ter o conhecimento dos motivos para eu agir de tal forma. Tenho meus altos e baixos, minha vida não é, nem nunca foi, um mar de rosas. Entenda que para eu comprovar a minha felicidade não é necessário que eu esboce sorrisos 24 horas por dia.
     Perceba que nem sempre minhas lágrimas são só dores, emoções também me caem aos olhos. Entre idas e vindas; perdas e ganhos, minha história vem sendo escrita. Confusões, perdas, loucuras e sentimentos. Umas mistura de coisas boas e ruins que aos poucos marcam minha vida, formam e transformam minha personalidade. Muito já me incomodei com o meu jeito de ser, mas esse é o meu caráter, a minha essência. E quer saber? Eu, sinceramente, adoro ser assim.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Você não me conhece

   Confesso que em alguns momentos de reflexões minhas muito me culpei por atitudes que não julgava como certas. Confesso que muitas vezes me senti mal por guardar minhas coisas só comigo, mas não adianta, confiança é algo que não é nem um pouco fácil de se ter em alguém. Poucos são aqueles que, hoje, realmente me transmitem isso, mas esses poucos, muito valem. Mas a questão agora é outra. Se sou assim, fechada agora, é porque algo me falta.Você não me conhece, não sabe o que se passa aqui dentro, o que acontece comigo ou o que eu tenho feito e pensado nos últimos dias. Você não me conhece, só acha que me conhece, mas não é verdade.
    Não sou uma pessoa que permite muitas aproximações, eu sei disso, mas se você não tentar, nunca vai conseguir se aproximar. A questão é que ninguém tem direito de cobrar de mim coisas que nem se quer sabe se eu posso fornecer. Se não sabe como eu estou me sentindo no momento, não me cobre sorrisos. Não espere que eu vá atrás de você, eu já tentei e por não obter respostas, além de julgamentos ou discussões, eu desisti. Acho que é hora de ver o que vale mais a pena na sua vida, é hora de rever seus conceitos em relação a algumas coisas e quem sabe se importar mais um pouco. Não julgue, se alguma pessoa age de tal forma, ou tem uma determinada atitude que você acha errado, pare e pense, ela teve ter motivos para isso. Nada vem de graça, as pessoas não ficam mal ou tristes sem motivos. Mostre que você realmente se importa como tanto diz, pois ainda há tempo. Lembre-se do seu papel; é básico. Ouça, se importe, de atenção. É tão difícil?

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Quero o tempo que passou

   Repenso minha vida, revejo os meus dias e principalmente as minhas atitudes. Isso não é tão bom. Sinto tanta falta daquilo que eu era antes, até agora não entendo; Como eu pude mudar tanto? Como pude chegar a esse ponto? Tantas coisas deixei para trás, outras tantas perdi pelo simples medo de perder. Agora, vivo só de lembranças. Lembranças de mim, do que eu passei; Lembranças boas, saudades gostosas de se sentir, momentos que foram bons. A vida me moldou de uma maneira que, hoje, já não me agrada, não sei bem se foi a vida que fez isso, ou, se na verdade, foram as pessoas que passaram por ela, deixando grandes e profundas marcas.
   Os culpados já pouco me importam. Acontece, que a verdade e o presente estão aí, cabe agora eu saber lidar com essas minhas mudanças - o que não tem sido fácil, mas espero que não seja tão impossível assim. Sinto falta dos meus momentos a alguns longos meses atrás, quando o meu sorriso era extremamente verdadeiro e minhas preocupações tão menores. Acredito que de tudo na vida se leva algum aprendizado, seja da pior, ou da melhor forma, e que nada acontece por acaso, tudo tem um motivo ou uma razão. Decidi por agora dar um tempo para mim mesma, e quer saber? Eu acho que eu parei no tempo; é verdade.
   Agora, eu procuro um tempo só para mim. Descansar, desestressar, esquecer, fazer essa saudade passar. Nessa de tentar parar o tempo para colocar as coisas todas em ordem, percebo que ele - o tempo - não vai me esperar. Ele vai seguir em frente sem se importar com o que eu escolhi. Não vai aguardar até que eu decida, ou não, continuar. Mas acontece que hoje, infelizmente, não tenho conseguido mais pensar no que estou vivendo agora, e sim, no que eu vivi tempos atrás, e esse tempo que estou me fornecendo, vai me ajudar a virar essa história.
   Tenho pensado tanto na vida, o ruim é que cada vez mais eu tenho certeza do que eu sinto, do que eu quero. Na verdade, isso não é ruim, me descubro e me desvendo aos poucos. Talvez somente seja um pouco doloroso, mas não impossível de tentar e, enfim, superar para poder viver o meu agora.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Até quando vou levar isso?

   Vida complicada essa, parece me testar a cada dia mais, como se fizesse questão de me lembrar que eu não sou capaz de superar as coisas tão rápido; Que eu não posso tirar da cabeça o que ainda está dentro de mim. A cada dia que passa são testes e mais testes. Até quando eu sou capaz de aguentar? Até quando a saudade vai me torturar? Como se já não bastasse esses ''testes'', me deparo com milhões de perguntas que ainda não obtiveram respostas. Quando eu penso que estou bem, penso em colocar minha vida em ordem, dar um rumo e talvez um fim para isso tudo, logo acontece algo que me prova o contrário, me deixa mais confusa, ou simplesmente deixa minha vida toda de cabeça para baixo.
   Não sei mais o que eu espero da vida, realmente estou deixando os meus dias passarem sem dar valor ou importância alguma a eles. Acredito que eu tenha deixado de viver e agora esteja apenas existindo. Até quando eu vou levar isso? Fico aqui, parada como se estivesse esperando algo, alguém. Fico assistindo a vida passar, as pessoas viverem e serem feliz apesares de todos os pesares. Tento encontrar para tudo aquilo que não sei, respostas ou desculpas, o que seja, para tentar entender as coisas.
   Paralisada em um ponto qualquer, com um olhar fixo de quem parece observar atenta aquilo que os olhos acompanham, acontece o contrário; viajo para longe, e em inúmeros pensamentos eu procuro uma resposta que seja menos pronta; menos óbvia; uma resposta que simplesmente seja. Meus olhos encharcados, transbordam serenos e me fazem aceitar aquilo tudo que já não posso mudar. Por tanto amor. Tanta vontade. Tanto desejo. Deixo ir da minha história todos os meus melhores momentos, todos os meus sonhos passo a ignorá-los, para dessa forma sentir menos. No meu silêncio e neste meu mundo particular eu te guardei, de modo que eu sei que não vou mais perder, de modo que faça parte de mim, dentro de mim, sempre por perto, mesmo estando longe.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Quase um manual de instruções

   Sou assim, pareço forte, mas não se engane, sou frágil, posso quebrar - não só fisicamente, mas principalmente por dentro. Então, tome cuidado! Me faça feliz da forma mais sincera. Não me dê motivos para desconfianças, me faça crer em suas palavras, dê valor a elas. Não costumo ter um humor muito agradável, mas você se dedicando poderá mudar isso fácil, fácil. Me faça sentir saudades, mas não se coloque tão longe a ponto que eu venha a me esquecer da tua presença. Me deixe braba, mas logo me acalme do melhor jeito.
    Me faça rir, me deixe bem. Acredite no que eu digo, principalmente se for em relação ao que eu sinto, não sou de falar, então se eu falar, não duvide. Me respeite, não pense só em você. Amor próprio é diferente de egoísmo. Só me diga a verdade, não me iluda. Não me obedeça, pelo menos não sempre, às vezes isso me irrita. Exponha suas opiniões e critique as minhas se for necessário, mostre que você tem personalidade. Se me ver triste, por mais que te preocupe, não fique tentando achar os motivos - pelo menos na hora - um abraço já é capaz de me ajudar. Fique do meu lado, de preferência em silêncio, já estará me fazendo bem só por se importar. Goste de músicas e não seja tão fanático por futebol. Não me peça para não fazer as coisas que eu gosto, não o farei também. Não me cobre mais do que eu posso te fornecer, sempre faço o possível, mas as vezes não dá.
   Gosto de camisas colocadas para fora da calça, gosto de braços a mostra, gosto de pernas e muito pescoço. Não tente substituir ninguém na minha vida, uma pessoa não substitui a outra, mas escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes. Me enlouqueça algumas vezes, mas me faça uma louca boa, que ache graça nas coisas e se sinta feliz. Não se irrite se não gostar de algo que eu falar. Se eu te pedir para esperar, espere, me respeite e se torne especial. Mostre o que você quer comigo e o quanto eu sou importante para você. Me conte teus segredos, me mostre que tem confiança em mim. Me faça massagens nas costas e me fale coisas bonitas. Me roube, me rapte. Mas se tudo isso não funcionar, experimente me amar e se deixar levar pelo sentimento.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

É hora de cuidar de mim

    Olhando para as páginas da minha vida, reflito sobre tudo o que vivi. Passei por dias nos quais eu quero esquecer, os quais eu não precisava ter passado, não agora. Uma pressão não só psicológica, como emocional. Olha a que ponto eu cheguei. Quando eu olho para trás, e vejo em tudo aquilo que a minha vida se transformou, percebo as mudanças - grandes mudanças - e também um pouco assustadoras. Mas eu não nego, ando confusa, não só confusa com o meu dia de hoje, mas mais confusa ainda com o que vai ser minha vida.
   Agora mesmo, eu pensei que eu pudesse me enganar, mostrar para mim mesmo que as coisas podem mudar e mesmo assim continuarem boas. Que eu só preciso de mim mesmo para seguir em frente, mas isso é ridículo. Quem mais eu estou querendo enganar além de mim mesma? Onde eu quero chegar com essas desculpas que eu invento, ou até mesmo soluções que procuro para tentar me consolar? Quando acho que estou decidida a dar um rumo certo para minha vida, ela vem e me mostra que não depende só do meu querer. Me mostra que sentimento não se escolhe quando começar ou terminar. Ilusão da minha parte pensar que pudesse ser assim.
   Deprimente é quando você chega ao ponto de ser exatamente aquilo que um dia mais detestou, aquilo que mais criticou, mas já não vejo outras saídas que me ajudem e me socorram para fugir desse mal que eu tenho feito para mim mesmo. Eu sei que não é procurando outras pessoas que eu vou melhorar. Eu sei que nenhuma pessoa é capaz de substituir a outra, e é por esse exato motivo que eu prefiro ficar sozinha, no meu canto, colocar minha vida em ordem e dar mais atenção para o que eu tinha deixado de lado; eu mesmo, meu corpo, minha saúde. É hora de cuidar de mim, me fazer estar bem, me sentir bem; viver bem!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Eu continuo a mesma

    Apesar de tudo, é verdade, eu continuo a mesma. Talvez eu esteja mais na minha, um pouco mais quieta, sem tantas loucuras. Talvez eu só esteja cansada, um pouco ressabiada, depois de tanto tentar. Eu continuo a mesma, quem sabe só estou um pouco mais preocupada comigo, o que é bom, afinal, já havia até me esquecido, ou talvez isso tudo seja frescura e agora o que eu somente quero é ver a vida como ela realmente é. Esperar somente o que eu posso ter e ser feliz só com aquilo que já conquistei.
  Vai ver, eu quero seguir em frente sem muitos sonhos ou planos, apenas com os pés no chão, de preferência cravados, para não correr mais riscos. Quando eu paro e penso, fico logo a tentar fazer esses planos, mas eu vejo que tudo isso não tem fundamento algum. Não posso me fazer promessas que eu sei que não vou cumprir, e também não posso estabelecer o que é correto, ou não, de se fazer agora. Preciso é viver, levar tudo adiante, de forma tranquila, sem me preocupar ou procurar alguma coisa. Tentando apenas ser feliz. E por querer ser feliz eu tenho me afastado de tudo que um dia me fez mal, tudo que me trás lembranças não tão boas.
   Dizem que quando você para de procurar, é que você encontra, dessa forma não busco mais nada, sigo em frente quase que passando como despercebida, não criando expectativas em relação a nada, para dessa forma não me decepcionar novamente. A gente nunca sabe que resultados virão das nossas ações e escolhas. Acontece, que se a gente não fizer nada, não existirão resultados, e não é isso que eu quero.
   Eu aprendi que é sempre possível seguir em frente, não importa o quanto pareça impossível, com o tempo as dores diminuem. Antes eu precisava de um tempo para pensar e tentar entender melhorar as coisas, agora, não mais, se penso muito, me torturo e isso não está certo. Quero viver sem medir muitas consequências. Quero ser feliz para ontem e me preocupar somente com isso agora!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Basta querer e acreditar

    Por trás de cada olhar, uma história que ninguém conhece. Por trás de cada sorriso, tristezas que tentam ser escondidas. Por trás de cada momento em silêncio, palavras pedem para serem ditas. Ninguém conhece o interior de cada um, em muitos casos, só conhecemos o que a pessoa lhe permite, o que ela mostra, faz salientar, o que, muitas vezes, não é o verdadeiro, e sim, o que ela quer "aparentar" ser. Todos nós somos assim, procuramos nunca deixar a mostra o que realmente somos, na maioria dos casos, guardamos somente com a gente os nossos sentimentos, sofrimentos, arrependimentos, enfim, tudo o que, de certa forma, nos compõe no momento.
   Nessa de guardar as coisas somente para si, às vezes, nos sobrecarregamos, de forma que chega um momento que parece que não será mais possível aguentar. Como se você tivesse chegado ao seu limite, e isso tudo começasse a transbordar pelos olhos. Quando as lágrimas chegarem aos seus olhos, deixe-as cair, rolarem pela sua face, pois é a sua alma que precisa aliviar; não se esqueça disso! De nada adianta levar seus dias a se lamentar por uns ou outros motivos, afinal, você está aqui para viver, ou esperar a morte?
   Lembre-se que tempos difíceis não são tempos para parar de tentar, e sim, criar forças para seguir em frente. Afinal, a vida é só uma e, um dia, você vai querer olhar para trás e se orgulhar  da vida que teve. Quem quer ser feliz, corre atrás e arruma um jeito; quem não quer, arruma uma desculpa.
    A nossa vida é como escrever usando uma caneta, o uso da borracha não resolve, e por mais que a gente tente apagar algumas coisas com outros produtos, as marcas de que esses erros existiram, continuaram ali, até o fim. Isso não quer dizer que você não possa tentar esquecê-los, tudo é possível quando se tem força de vontade para conseguir. Faça da sua vida o melhor que puder. Dependa somente da felicidade que você mesma pode lhe dar. Não dependa de mais ninguém, se torne autossuficiente, isso não é egoísmo, é amor próprio. Aproveite cada momento da sua vida, faça valer a pena, pois o tempo não volta, o que volta depois é somente aquela louca vontade de voltar no tempo. O dia não vai ser diferente, se você não fizer diferente. Não deixe que seus medos lhe impeça de sonhar, você pode ir sempre a frente, evoluir, basta querer e acreditar!

domingo, 1 de maio de 2011

No momento, estou fechada para balanço

   No momento, estou fechada para balanço. Estou refletindo sobre todos os meus erros, acertos, saudades e arrependimentos. Se o problema fosse distância, seria mais fácil de aceitar - confesso. Estou naquele momento em que tudo o que eu mais quero é não pensar em nada, não me preocupar com nada e, principalmente, não sentir mais nada. Ao contrário de tudo isso, penso em tudo; muitas coisas ainda me preocupam; e sinto muito mais do que deveria.
   Esquecer de tudo e tentar dormir tranquila, pelo menos por essa noite, era o que eu queria, mas querer, nem sempre significa poder. Quando eu paro para pensar, lembranças vem me enlouquecer, me atormentar cada vez mais. Elas se fazem presente da pior maneira, torturam, machucam. Não pensei que pudesse ser assim. A gente tenta esconder das pessoas alguns sentimentos, até mesmo por medo, mas nem sempre conseguimos - ainda mais se eles estiverem estampados em nosso rosto.
  Às vezes, por fora, aparentamos estarmos ótimos, revigorados, mas isso é tudo por causa do nosso orgulho, que fala mais alto e não nos permite esboçar qualquer sentimento que seja. Agimos muitas vezes com frieza, mas logo ela se quebra pois na verdade, por dentro estamos gritando incontrolavelmente; pedimos por socorro. Apesar dos pesares, coisas assim também te ajudam a amadurecer. A gente passa a se questionar se agiu e fez as coisas certas, o arrependimento começa aparecer, mas isso é ridículo, não é certo nos arrependermos de ter feito as coisas, pois naqueles momentos, era exatamente o que a gente queria fazer. A vida é uma escola, estamos aqui para aprender a cada dia mais, sendo da pior ou da melhor maneira. Cada momento que passamos conseguimos tirar algum proveito, não só na hora, mas também depois, como se fosse um aprendizado. A vida é essa; lágrimas e sorrisos; lembranças e esquecimentos; chegadas e partidas, mas principalmente; momentos e saudades.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Me disseram que iria passar

    Me disseram que iria passar, que não iria mais doer, que eu iria esquecer. O tempo passa mas não leva com ele as dores que a gente gostaria de não sentir mais. O tempo passa mas não tem a capacidade de apagar da nossa memória pessoas que marcaram a nossa vida. O tempo passa mas o que não passa é essa saudade imensa e essa vazio que aqui dentro de mim ficou. Nunca pensei que um dia sentiria tanto a falta de alguém. É um sentimento inexplicável, machuca lá dentro - não o desejo a ninguém. Tenho lembranças, lembranças tão boas, momentos ao lado dela, risadas, conversas, enfim, tudo que a gente passou juntas, às vezes passa na minha cabeça, de repente. 
    Lembro do seu sorriso e da forma como ele se formava - tão sincero - quando aparecia um de nós,  netos, filhos, ou simplesmente pessoas que ela queria bem. Lembro das conversas que tivemos e levo comigo todas aquelas palavras usadas nas horas certas, que me ajudaram, e me ensinaram muitas coisas, as quais vou levar para o resto da vida. 
     Foi com ela que aprendi a ouvir sempre o que os outros tem a me dizer, a tentar controlar o tom da voz, mostrar que com o respeito a gente nunca perde a razão. Ela me ensinou que eu nunca devo falar quando estou irritada, pois posso me arrepender depois, me mostrou o significado da palavra ''confiança'', do quão importante ela é, e quanto foi indispensável na nossa amizade, de forma não necessária, mas involuntária, confiança que veio com o tempo, confiança que nunca tive em ninguém, e não sei se vou ter tão cedo. 
     Não perdi só a minha avó, e sim uma amiga - a mais verdadeira - que com experiência me mostrou como ver a vida de outro jeito e com calma e paciência tentou me ajudar quando precisei. Passamos por momentos bons e ruins, mas SEMPRE juntas, uma ajudando a outra, tentando ficar bem, fazer a outra estar bem, desabafando juntas. Se tem uma coisa a qual eu me orgulho muito e jamais vou esquecer, foi a confiança que ela tinha em mim, de modo que só desabafava e conversava sobre o que sentia comigo. Acreditou em mim e me fez me sentir importante para ela. 
      Não foi muito tempo que tive para aproveitar e viver ao lado dessa grande mulher, foram quinze anos, os quais eu tenho certeza que eu jamais vou esquecer. Vou lembrar com felicidade, saudade, e tentando aprender a cada dia mais com essa vida - agora sem ela. Eu espero o dia que vou vê-la, de novo, poder  abraçá-la, mostrar o quanto me fez, e faz, falta e o quanto foi, e continua sendo, importante para mim. Meu orgulho, a melhor pessoa que conheci, minha avó, agora, o anjo que me guia; Sonia Ribeiro Barbosa. 

quinta-feira, 28 de abril de 2011

É pedir muito?

    Nunca fui um pessoa 100% correta - confesso. Ao longo de minha trajetória cometi muitos erros, até mesmo feri algumas pessoas, involuntariamente, mas isso não quer dizer que eu não me esforce para melhorar; não mesmo. Acontece, que acima de tudo, eu sou humana; pele; ossos; e principalmente formada por sentimentos. Orgulhosa, sim, sempre fui, mas isso já se tornou passado, não faz mais parte do meu agora. Perdi meu orgulho na marra, esqueci dele para correr atrás de coisas melhores.  De uns dias para cá, tenho evitado ficar em silêncio, ficar sozinha, tenho evitado ficar sem ter o que fazer, e acabar tirando o meu tempo para pensar. Preciso ficar bem, mas se ficar me torturando com pensamentos e lembranças a cada dia mais, isso só vai me deixar pior. É bem difícil de entender tudo isso. Até para mim. 
     A que ponto eu cheguei? Até onde sou capaz de ir? Até quando vou tentar levar adiante algo que só se vê esforço da minha parte? Vale a pena me machucar tanto assim? Caí de cabeça - não nego - mas também não me arrependo de nada. Acho que tudo que se faz nessa vida se tira alguma lição, sempre. A questão agora, é que não adianta mais falar nada, não entendo o que se passa na minha cabeça, e ainda quero tentar entender o que se passa dentro dos outros. Quem eu acho que sou? Posso, sim, me tornar cansativa e repetitiva, sei de tudo isso, mas é pedir muito o mínimo de atenção, um pouquinho de compreensão? Custa se esforçar um pouco e tentar fazer toda essa situação terminar; dar um fim na minha aflição e decidir o que é melhor para os dois lados? 
     Posso estar errada, mas acho que isso não é pedir demais, e sim o mínimo que eu poderia receber diante de tudo que tive e ainda tenho a oferecer. Mas, sinceramente, parei por aqui, me refiro as minhas insistências. Vou esperar, deixar o tempo se encarregar de tudo. Fico assim, no aguardo, não sei até quando, mas espero não me arrepender, de ter ido tão longe e acabar sem nada.

sábado, 9 de abril de 2011

Exageros, intensidades e crises

    É, eu me conheço, sei tudo o que eu faço ou deixo de fazer. Sei exatamente a imagem que eu passo para os outros, em cada momento. Eu sei que, muitas vezes, eu piro, enlouqueço, faço birra e até surto, como se quisesse apenas chamar atenção - mas não é isso. Fico mais louca ao ser chamada de "mal humorada", ou até mesmo "mal educada" - por mais que as vezes seja verdade.
    Acontece, que tudo isso tem um motivo - o qual não é tão grande, nem tão pequeno - mas tem um enorme valor ''incomodativo'', para mim. Sei que tenho uma grande e defeituosa mania de fazer um pequeno problema se tornar uma tragédia - um caos - de modo que me detone por completa. Sim, eu sou exagerada, sou intensa - até demais. Tenho um poder de autodestruição incrível, me detono em questão de segundos, basta querer. Estou acostumada a ser bem mais criticada do que questionada; quando em meio a uma ''crise'', ao ser questionada eu enlouqueço, e podendo, saio por ai ''largando as patas'', feito bicho.
    Pois é, todos nós temos defeitos, não é verdade? Se os meus são mais intensos - ou não - só cabe a mim mesmo saber, e aos demais somente aceitar; Sim, aceitar, afinal, quem não souber lidar com o meu pior, não vai merecer o meu melhor. Diferente de birras apenas por prazer, as minhas tem motivos, as classifico como um simples medo, este no qual não será entendido tão fácil - a não ser por mim. Isso, que eu chamo de medo, engloba tudo que eu tenho vivido até hoje; medo de perder; sofrer; correr riscos; medo até mesmo de temer a algo que seja maior. Insegurança; essa é outra palavra que também resume meus anseios. A verdade é que quando esse ''medo'' atinge meu limite é ai que eu surto, saio de mim e tenho minhas crises, mas e quanto a isso, quem vai entender? Quem ao menos se importaria? Nunca exigi que as pessoas me entendessem , mas respeito é uma coisa que todo mundo deveria ter.

terça-feira, 29 de março de 2011

Vai saber

   Tenho pensado melhor na vida; talvez não melhor, talvez só mais. Quem sabe, só agora eu esteja acordando para ela, vendo as coisas como são, as pessoas como são. Passamos por uns momentos os quais o que mais queremos é ver os outros sorrindo, e dessa forma esquecemos do principal, o nosso sorriso. A vida nos "golpeia" a cada dia, ela te molda do jeito que quer, mas de um jeito que você não percebe que algo está mudando; que você está mudando.
    Eu tenho pensado tantas e tantas formas de falar coisas que estão aqui, travadas em minha garganta. Coisas que eu ainda não consegui ''engolir''; que não passaram; que não foram esquecidas. Coisas que estão me fazendo mudar - mesmo que eu não queira. Não encontro formas e jeitos certos para expressar tudo sem ser mal entendida. São tantos e tantos momentos que eu tenho deixado passar, em branco, pelo simples medo de falar; pelo simples medo de perder; errar; me arrepender!
     A cada dia são pensamentos e pensamentos cada vez mais torturantes, que tem enchido a minha cabeça. Passo a tentar interpretar cada palavra dita, de uma forma que talvez não seja a verdadeira, mas da forma que me permitem entender. Nós não conhecemos ninguém, só achamos que conhecemos, mas não é verdade, a cada dia que passa percebemos isso, e percebemos também o quanto as pessoas tem a capacidade de nos enganar sobre suas personalidades - por mais que não seja essa a intenção. Mesmo de forma involuntária, elas nos enganam. Mas tem outra possibilidade também, quem sabe quem nos engana sejamos nós mesmos. Quem sabe, a gente só passa a acreditar em uma imagem que nós criamos. Quem sabe, a gente acredita que as pessoas sejam de tal forma, que nós só conseguimos enxerga-las assim? Vai saber... 

domingo, 20 de março de 2011

Os olhos entregam, o que a boca silencia

  De repente, parece que tudo não está mais a seu alcance, ou melhor, a seu controle. Você foi completamente tomada(o); tomada(o) por algo novo, e forte; bem forte. Não adianta tentarmos esconder as coisas, nosso próprio corpo nos desmente, às vezes, sem ao menos nós percebermos. Um olhar vale mais do que palavras, isso eu sempre digo, mas acontece que ele também entrega, mostra exatamente aquilo que você quer esconder, ele não mente, deixa aparecer exatamente aquilo que você sente, mas tem medo de mostrar. Já diziam antigamente que o olhar é o espelho da alma - o que é uma pura verdade. De que adianta negar sentimentos com simples palavras, se suas mãos tremem a cada vez que você vê o outro? De que adianta tentar esconder, ou fazer não salientar os sustos que você leva e os frios na barriga a cada aparição dele(a)?
   Você passa horas e horas medindo palavras, montando frases e textos para tentar fazer com que lhe entendam, com que compreendam e acreditem no que você sente. Você esquece que palavras se vão, e que em muitos casos, só atitudes e gestos, ficam. Você tem muitas coisas para dizer, sente a necessidade de falar, mas por medo, opta pelo silêncio, e então? E então lá vai seu corpo se mostrar presente, seu coração começa bater cada vez mais forte e mais rápido; maldição! Você não consegue mais esconder isso, suas mãos tremem, você sua frio e todas aquelas palavras decoradas já sumiram de sua mente. Você passa a se dividir em dois lados; o lado que age por instinto, por vontade, sem medir consequências, e o lado que quer agir só com a razão, com o uso do pensamento, a presença do orgulho e uma medida de medo.
   Passamos a tentar controlar cada movimento do nosso corpo, cada pensamento que vem na nossa cabeça, mas esquecemos que jamais iremos controlar um sentimento. Com a razão e o orgulho, você pensa em guardar tudo somente para você, o que já é uma presença de um tanto de egoísmo, pois isso que se passa aí, não pertence só a você e sim, a vocês dois. Mas esse sentimento já não se explica, não se controla, não se racionaliza, simplesmente toma conta e te deixa sem saídas. Não é verdade?

terça-feira, 15 de março de 2011

O que realmente importa

   O importante não é a quantidade de amigos que você tem. Não é o valor da sua conta do banco, nem a quantidade dos seus bens. O que importa não é tamanho da sua casa, nem os quantos carros você tem. O importante é ser amado por quem você é, do jeito que você é, ser aceito ser preconceitos. É ter uma vida plena e feliz, tranquila. É ter a chance de acordar a cada dia e saber agradecer por quem você tem. É acima de tudo, não desistir dos seus sonhos e de correr atrás dos seus objetivos, você vai alcançá-los. Porque um dia, todo esse mundo de fantasia acaba. E segundas chances dificilmente irão aparecer.
  O importante é viver momento, valorizar cada instante. Chore, sorria, sonhe, abrace, ame, beije, se entregue, perdoe, entenda, aceite, respeite, grite, fique em silêncio. Não desista, corra atrás e ande mais um pouco. Alcance os seus objetivos e agradeça, sempre. Sorria, só pelo fato de você poder sorrir. Viva, ame, muito. Não fique parado, nenhum se quer um minuto, pensando em como poderia ter sido o passado. Faça acontecer, do seu jeito, sem que lhe citem regras. Porque, se você é você mesmo, ninguém poderá te impedir de realizar os seus sonhos. Mas quando você é influenciado por outro alguém, os seus sonhos não são mais sonhos. São lembranças, que nunca aconteceram.
   Respire bem fundo e entre em cada porta que a vida lhe abrir, enfrente cada oportunidade que ela te der. Se jogue, tente, e tente novamente, se for o caso. Nunca desista, você é forte o suficiente para encarar qualquer desafio. Pois a graça da vida não está no topo da sua jornada, mas sim nas tentativas que o ajudou a chegar até lá. Acima de tudo, seja quem você realmente é. Lembre-se, você pode realizar todos os seus desejos, e viver todos os seus sonhos, mas nenhum será tão importante quanto o seu mundo real. De um jeito ou de outro, a vida te derruba, e você acorda. Talvez seja por isso, ou não, que as pessoas desistem de sonhar, de correr atrás, por medo - medo de acordar para realidade, e ver que tudo aquilo não foi um mero sonho. Mas a verdade é que nenhum sonho compensa a vida que te deram.
   Aproveite o tempo que lhe resta, seja muito ou pouco, pois tempo é a maior preciosidade que temos. Acredite no que você bem entender, vá atrás dos seus sonhos, dos seus objetivos. Nenhum sonho fará isso para você. Isso aí, se chama viver e o que realmente importa, é isso; saber viver, mesmo que seja do seu jeito.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Um dia, me perguntaram o que era o amor

   Eu não soube responder, neste dia, então, eu resolvi parar para pensar, aprendi uma coisa ainda maior: o amor nem sempre é do jeito que queremos que seja. Me falaram que o amor é um sentimento lindo, grandioso, onde duas pessoas dizem que se amam, mas é só isso? Desde então, o tempo foi passando, e quando eu, eu mesma, pude sentir o que era o amor, me veio este pensamento: será que realmente é desse jeito que o amor funciona? Será que é tudo tão  básico e que ele se prova com simples palavras e declarações? Porque parecia tão fácil, quando dito por duas pessoas que realmente se amavam? Parecia óbvio que o amor era assim, mas quando eu o senti, soube que era mais fácil quando você o via de longe, quando você somente ouvia falar. Então, por que é que ainda me perguntam o que é o amor? Sendo que um dia, você vai acabar descobrindo do seu jeito, da sua maneira, o que vale muito mais do que qualquer explicação "fajuta". Muitos acham que o amor é uma chama que nasce dentro de você e que você simplesmente não tem controle algum sobre ela, outros, que é só um sentimento bobo, sentido por dois idiotas que passam a se dizer coisas melosas. Definitivamente, hoje eu peço que nunca mais me perguntem o que é o amor, porque eu sei que não saberei dizer. O amor não está tão longe de nós. Aliás, as coisas estão bem mais perto do que as encaramos. O problema está nas nossas atitudes, nas quais as fazem se afastarem de nós. E o amor está incluído nisto, pois não se pode conquistá-lo apenas por querer conquistá-lo. É preciso amar alguém sobre todas as condições. O amor é um sentimento, não uma explicação. Por isso, sinta mais, e pergunte menos. Segure a mão da sua pessoa amada, beije-a, diga o que sente, e sinta-se amado. Então assim, se um dia alguém vier lhe fazer essa mesma pergunta, você já poderá ter a resposta. É indispensável mostrar ao mundo o tamanho do seu amor, para que o mundo lhe dê a chance de amar. E só a partir deste momento, terás o significado do amor: ser amado de volta.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Na frente do espelho

   Você não se chama segurança. Seus pés a qualquer momento podem se ver sem o chão. Seu coração continua batendo, mas você está aflita. Confesse, as coisas não estão sendo como você sempre imaginou. A arrogância de algumas frases ditas ainda estão no seu pensamento e você sabe que elas continuarão ai. Nem tudo que se diz ''ter passado'', você esqueceu, a quem está querendo enganar? Pare para pensar. Olhe para trás, veja tudo que você passou. Agora, erga a cabeça, olhe adiante, existe algo que você consiga enxergar daqui para frente? Aonde você largou seus sonhos, menina, por que desistiu deles? Por onde você perdeu seus desejos, não vai mais querer saciá-los? Como consegue enxergar sua vida agora, sem nada disso? O que está acontecendo? Abra os olhos, olhe para tudo ao seus lados, você não é só o que você sente, tem um mundo em sua volta, que te segue, te apoia, que coloca expectativas sobre você. Um mundo que você não pode nem pensar em decepcionar. Você não está sozinha, na verdade, nunca esteve, tudo fez parte da sua mania de individualidade. Acorda, é hora de ir em frente, em vez de se manter assim, estática! É hora de correr atrás dos objetivos, nada vem de mão beijada. Enfrente tudo o que vier daqui para frente. Força, você já provou que tem. Sinta-se segura. Dependa somente de si mesma, assim nada de ruim poderá lhe acontecer, não esqueça do seu amor próprio, mantenha ele aceso, e a maioria dos seus problemas estarão resolvidos, acredite.

Cuidado com as palavras

   Nenhuma palavra é esquecida, não adianta negar, depois de uma palavra ser jogada ao vento, dificilmente ela se perderá - pelo contrário - ficará sempre na volta de quem a escutou. O que dizemos hoje, a quem quer que seja, sem pensar duas vezes, pode machucar. As palavras tem poder, tem força, e algumas delas doem muito mais do que qualquer agressão física, tome cuidado! É normal agir por impulso e em muitos casos falar o que nos vem em mente em um momento mais ''nervoso''. Acontece, é que nesses momentos algumas palavras mal ditas podem muitos bem revelarem sentimentos e pensamentos que, na realidade, você não sente e não pensa. Temos é que ter consciência da força e capacidade que cada uma tem, elas são como armas, em alguns casos, e como sentimentos, em outros. Tudo bem, sei que ninguém gosta ou tem paciência para ficar como se estivesse caminhando sobre ovos, e tomando cuidado a cada palavra dita, mas é que as vezes nós não agimos com o sentimento, e sim deixamos a emoção falar mais alto, e é ai que começa a maioria dos nossos problemas. A questão é que, provavelmente, minutos depois de você dizer as tais palavras, você delas não se lembrará mais, mas sem sombra de dúvidas, aquele a quem elas foram dirigidas, poderá jamais esquecer, lembre-se disso!

Querer mais


   Eu sei que por mais que um dia eu tente explicar tudo o que se passa na minha cabeça, para alguém, nunca ninguém vai me entender. Eu sei que por mais que eu tenha motivos para ter algumas atitudes, elas jamais serão compreendidas. Eu sei que por mais que tenhamos milhões de qualidades, os defeitos sempre prevalecerão. Eu sei que por mais que agora esteja tudo bem, amanhã pode não mais estar. Eu sei que por mais que você tenha razão e certeza do que está sendo dito, sempre terá alguém para duvidar. Eu sei que por mais forte que você acredite ser, sempre tem uma dor que vai te fazer fraquejar. Eu sei que por mais velho que você seja, sempre terá mais algo a aprender. Eu sei que por mais que você diga tudo e mais um pouco que está ao seu alcance, nem sempre é tudo aquilo que o outro gostaria de ouvir. Eu sei que nunca é o bastante, nunca estaremos completamente no topo, sempre teremos em que evoluir, é essa a nossa busca diária. Nada está bom o suficiente que não possa melhorar. Nunca é tarde de mais para continuar tentando alcançar ser objetivos. Nenhum de nós quer realizar só a metade de seus sonhos, e por mais que a gente negue, nós queremos, sim, sempre mais. Mais amor, mais paz, tranquilidade, compaixão, saúde, amizade, mais felicidade. Nem tem como negar, nosso maior desejo é sempre querer mais, mais e mais, e é atrás disso que nós vamos correr até conseguirmos nos manter suficientemente satisfeitos.

domingo, 6 de março de 2011

Só colhemos o que plantamos

   O meu cérebro anda a mil. Minha cabeça da voltas e meus pensamentos estão a velocidade da luz. Quando tento colocar o que quer que seja em um papel, é como se tudo desaparecesse, não que o pensamento tenha se terminado, é que às vezes as palavras me faltam ou se tornam insuficientes. Como eu não me canso de dizer, meus dias monótonos tem me atormentado, minha rotina é algo extremamente cansativo e enjoativo. Tenho pensado em muitas coisas, na verdade em tudo que me rodeia, muitas coisas me incomodam, muitas coisas me atormentam.
   Já cheguei a tal ponto de loucura capaz de criar histórias e acreditar nelas, o que eu chamo de ''minhas ilusões'', é verdade. Criei e recriei diálogos perfeitos, momentos marcantes, tudo que não passou de imaginações, e vontades insaciadas. Não que eu não tenha meus momentos reais, acontece que os que a gente inventa são exatamente da forma que a gente quer e espera. Não estou reclamando da minha vida, só estou colocando exposto que tudo seria de uma forma melhor se fosse como eu enxergo. Acontece que o que eu vejo hoje é que poucos são os que me despertam sorrisos todos os dias, que me fazem bem, e que eu quero levar sempre ao meu lado.
   Básico seria saber que tudo que plantamos agora, vamos colher amanhã, sendo assim, tendo uma péssima plantação hoje, teremos uma terrível colheita depois, isso é certo. Não irá adiantar reclamar mais tarde sobre algo que você mesmo escolheu que fosse assim, você mesmo plantou desse jeito, somos eternamente responsáveis pelo que cativamos, e só podemos cobrar aquilo que fornecemos.

sábado, 5 de março de 2011

Se foi o tempo

   Um dia acontece, você tem que crescer, e então, depois disso você passa a olhar para trás e ver o quão feliz era. Se foi o tempo em que suas maiores dores eram seus joelhos ralados, suas maiores perdas, as bonecas quebradas. Se foi o tempo em que por mais que você não precisasse, sempre tinha alguém em sua volta, que mesmo sendo chato, só pedia um sorriso seu, e nada mais. Se foi o tempo em que você era rodeada de pessoas, o verdadeiro centro das atenções. Se foi o tempo em que a solidão nunca estava contigo, por mais que fosse loucura, hoje até seus amigos imaginários te abandonaram. Se foi com o tempo todos aqueles momentos em que você chorava, se escondia e logo em seguida vinha alguém lhe ajudar, limpar suas lágrimas e fazer ficar tudo bem. Se foi com o tempo todos aqueles que você mais amava, que mais te faziam bem, aqueles que você mais precisava, seus avós. Se foi com o tempo toda aquela sua inocência, seu amor e admiração pelo mundo. Seu medo do bicho papão e do velho do saco se transformam em medos da violência, drogas e guerras. Não existe mais aquela história de matar a escola ou pedir ajuda a seus pais com as tarefas, você começa a ser eternamente responsável por todas suas atividades. Você perde com o tempo a atenção e facilidade nas conversas, antigamente você era mais compreendido, ou por mais que não fosse levado muito a sério, pela idade, escutado pelo menos era. Mas o tempo passou, você cresceu, perdeu todas as suas regalias, e ainda tem que enfrentar de cabeça erguida esse fato. As coisas mudam, nem sempre tudo é como a gente quer. É, você cresce, você erra, aprende e também perde, e o principal; você amadurece!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Mais que palavras e atitudes

   Ao ler alguns textos e declarações ''amorosas'' pela internet alheia, senti que todas aquelas palavras, frases que já até viraram clichês, pequenos textos encontrados em comunidades, perfis de sites de relacionamentos, enfim, todos aqueles textos e espaços preenchidos por palavras doces e carinhosas, para mim não são o suficiente para expressar sentimentos. Ainda acredito que palavras, muitas vezes, não passam de ''palavras''. Uma união de letras de fácil acesso e por mais que sejam verdadeiras, podem ficar soltas pelo ar e viajarem para longe, de modo que logo sejam esquecidas. E esse é meu medo, nunca esqueça o que lhe digo. Palavras, por mais que não sejam o bastante, elas nos deixam bem em alguns momentos, e sem dúvidas, a falta delas nos faz um mal até mesmo irreparável em outros.
  A verdade é que agora, para eu me expressar, elas não bastam. O que eu sinto vai além de qualquer palavra dita, além de qualquer entendimento humano. Extremamente incomparável. Sempre optei por atitudes, essas sim vem com talvez mais firmeza, mais certeza. Mas atitudes acompanhadas do silêncio, de nada servem. A verdade é que a melhor forma de se fazer entender é dividir-se entre o falar e o agir. Particularmente, é o que eu tenho procurado fazer, meu problema é que eu me pego, às vezes, em um completo desespero para expressar tudo isso que carrego dentro de mim, de forma que somente um papel e uma caneta me fazem tranquilizar.
  São tantas coisas que aqui estão, guardadas para serem ditas a qualquer momento. Sentimentos verdadeiros, nada que se solte apenas da boca para fora. Algo que se guarda aqui, bem dentro de mim, nesse baú que insistimos chamar de coração, o mesmo que só tem batido por ti.