domingo, 30 de outubro de 2011

Um tanto quanto pessoal

     Em mais uma dessas noites em que o sono não vem e a cabeça não para, um segundo se quer, me peguei pensando e observando cada mania, e aspecto meu. Momentos de conhecimento pessoal, sempre são bons para um melhor entendimento de si mesmo. Percebi então que comigo é 8 ou 80; Preto ou branco; Doce ou salgado; Tudo ou nada! Não aceito meio termo, opto pelos extremos e decisões concretas. Ou está tudo 100% bem, ou está tudo 100% um lixo. Até mesmo o meu humor se coloca nessa escala, ou está ótimo, ou extremamente mal; - Sai de perto! Faço, sim, tempestade em copo d'água. É o meu jeito, mas tudo isso tem um explicação. Cheguei a conclusão que tenho uma mania nada positiva; Coloco em cada pessoa, que eu gosto e que é importante para mim, um pedaço da minha felicidade, um dever e uma obrigação em me fazer feliz. É um erro, eu sei, mas não é escolha, acredite! Essa mania me transforma, por tantas vezes, em uma pessoa incompleta, dependente, mas mesmo assim esperançosa.
    Crio expectativas, alimento ilusões, logo, coleciono decepções. Imagino cenas, e momentos que não existiram, espero muito de quem pouco tem a me oferecer. Vejo somente o lado bom de algumas pessoas. Me cego por completa quando me envolvo e sempre acabo por me decepcionar com a realidade. Posso ser esperta para muitas coisas, mas ainda cultivo uma ingenuidade de pequena menina, aquela que ainda acredita que todos os seres humanos são bons. Não é tolice, vai ver é só esperança de ter dias melhores. Posso complicar ao querer tudo do meu jeito, mas já aprendi com o tempo que nem sempre conseguirei ter o que quero. Posso não conseguir, mas, sem sombra de dúvidas, eu vou lutar até o fim. Tenho os sonhos mais loucos, com a pretensão de que um dia se tornem reais. Sou capaz de fazer coisas que antigamente eu jamais imaginaria. Eu mudei com o tempo, eu amadureci, mas ainda acredito em tempos melhores.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Inversão de papéis

    Eu estava amarga, me sentindo sozinha. Em frente a tevê, estava prestes a devorar uma barra de chocolate para tentar adoçar um pouco meu dia, mas consegui controlar a vontade e a troquei por um livro da Martha Medeiros, que logo devorei mais da metade em meio a tanto desespero em sair do tédio. Deixei o livro do lado, pois o desuso dos meus óculos  já estava causando efeito, e resolvi assistir um filme. Logo, escolhi o que queria assistir e então iniciei um cinema caseiro, sozinha. Foi preciso apenas vinte minutos de filme para eu já estar completamente envolvida e indignada com o mesmo. O filme trazia a ideia de que nós, mulheres, é que somos culpadas pelos términos de namoros hoje em dia, ou até mesmo pela falta de interesse dos homens em relacionamentos mais sérios. Como é que é? Fiquei completamente indignada na hora, mas em instantes, comecei a pensar; será isso realmente a verdade?
     Era simples a teoria, e completamente machista, dizia que tudo deveria ser como antes, que as mulheres deveriam se colocar em seus devidos lugares e que os homens é que tem que tomar iniciativas em um relacionamento, e não as mulheres, como hoje em dia. Em parte, comecei a concordar, já que não cabe a mim, por exemplo, sair boates a dentro paquerar homens alheios, mas continuando.. Afirmava o tal criador dessa teoria, que homem nenhum precisaria comprar a vaca, se poderia muito bem tirar o leite de graça. E não é que vou ter que concordar mais uma vez?! A cada cena que passava, mais girava o meu pensamento em torno disso. Terminado o filme com o tal pesquisador ciente de que para amar não existia teoria, isso não me bastou, pois aquela história já tinha atazanado a minha cabeça. Eu estava, e ainda estou, mais que certa que quando se tem em mãos benefícios de forma gratuita, não tem porque comprar o seu fornecedor. Acontece que hoje em dia, com essa de ser dado como um "dado cientifico" a história de existir sete mulheres para cada homem, a mulherada enlouqueceu e essa época já está é sendo um tal de "Deus nos acuda". E cá entre nós, os homens estão se achando com tudo isso.
     Acredito que o que tem que acontecer agora é elas tomarem consciência que isso não está certo e que ficar por aí, se jogando para qualquer um é pura falta de amor própria e desespero, sem falar na desvalorização. E quanto aos homens, acho melhor voltarem a ativa, caírem em cima e tomarem iniciativas, antes que os papéis de invertam de uma vez por todas.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Vai ver eu sou mesmo de lua

     Hoje eu acordei me sentindo bem. Mais firme, segura, mais forte, me sentindo extremamente melhor em comparação a dias atrás. Saí de casa de cabeça erguida, e ao longo do meu trajeto, até alguns sorrisos se formaram no meu rosto - de forma involuntária. Observei o mundo todo em minha volta com outros olhos, me encantando com cada cor a mais no meu dia, foi quase mágico e muito curioso. Depois de dias e dias trancada dentro do quarto, tomei algumas poucas decisões. Tive muito tempo para pensar, e ao contrário do que a maioria das pessoas, que em minha volta estavam, achavam, isso me fez muito bem. Não mais posso ver minha vida passando em branco, está na hora de voltar; a sorrir, a viver, - sei lá qual a melhor forma de me expressar agora, nesse momento.
   Hoje cedo, ao me olhar no espelho, me senti mais confiante, mais bela, mais certa das coisas que eu quero, bem mais feliz e com disposição para arriscar. Estranha mudança essa, de uma hora para outra mas, sem dúvidas, não tenho nada a reclamar. Agora me sinto tranquila, mais livre, mais esperta, com mais vontade de viver. Sem grandes motivos para tudo isso, acredito que tenha sido culpa de algo maior, talvez alguma força, talvez algum dos meus dois anjos que, discretamente, tenham me dado um empurrãozinho para tamanha mudança. Na verdade, nem sei. 
    Vai ver eu sou mesmo de lua, ou quem sabe meu espírito esteja mesmo acostumado com esses altos e baixos, e que sempre quando me sinto mal, eu precise de um tempo sozinha, uma época sozinha, algumas semanas, ou quem sabe um pouco mais. Então assim, mais uma vez, eu tento cessar essa minha mania de isolação, de solidão, prometendo para mim mesmo obter um esforço enorme para que a cada dia eu possa me sentir melhor. Seria isso realmente uma mudança repentina ou apenas a volta de um pouco de amor próprio? Com ou sem respostas, o que eu quero agora é seguir em frente, sem olhar para trás, com sorrisos no rosto e cada dia melhor.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Eu não tenho vontade de amor

     Ainda me sinto totalmente confusa com certos assuntos. Não tenho certeza sobre algumas coisas que sinto e penso. Sinto algo diferente, de uma forma que não consigo explicar em nenhum dos meus textos. Vou tentar ser mais clara; Eu não tenho vontade de amor, tenho vontade de pele! Alguém me entende? Está bem, eu acho que me entendo, ou pelo menos eu tento fazer isso, para uma melhor auto aceitação. Mas é que, hoje em dia, eu acredito mais nos fatores de uma atração física, do que em um amor. Quando eu falo em atrações físicas, em nenhum momento me refiro a beleza, estética, e um tanque bem definido, - também não tenho nada contra isso, claro, mas não é o caso. Voltando ao assunto, quando falo em atração física eu falo em pele, algo mais que arrebatador, quase mais forte que nós mesmos, e resumindo, algo muito melhor que o amor, na minha opinião, óbvio.
    É inexplicável, acontece sem que se quer nós tenhamos direito a escolha, e em muitos casos é quase impossível de se esconder. Ao contrário do amor que nos trás um frio na barriga e um coração quase saltando pela boca, a pele, age de forma ainda mais surpreendente, não são partes do corpo que sentem a presença do outro, e sim, ele por inteiro. É a pele arrepiada, é um descontrole, é perda da razão, é atitudes por instintos. Tudo isso nos proporciona momentos mágicos, é realmente fabuloso. Não é amor, é algo muito melhor, e não tão dependente. É se tornar fraco diante a si mesmo e não se entristecer com isso. É sair de si, sem muitas preocupações. Não conseguir ser mais forte do que seus próprios desejos e vontades. É desafiador, mas completamente envolvente, e encantador.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Realização pessoal

      Eu queria fazer da minha vida um livro aberto, só para poder me sentir livre para escrever sem culpas.  Falar dos problemas e colocar nome em todas as minhas loucuras, pois li que ao dar nome a elas, deixarão de ser. Citar nomes e enfim saciar a curiosidade alheia. Mas ao mesmo tempo que tenho esses pequenos desejos, jamais suportaria ver meus maiores segredos passando de boca em boca, feito uma interminável brincadeira de telefone sem fio. Gostaria de conseguir desvendar alguns mistérios meus mesmo, e talvez tentar entender o porquê de algumas atitudes e escolhas feitas. E então agora eu parei para pensar em todas as minhas atitudes, sendo aquelas que eu julguei certas, ou até mesmo as erradas.
      Paro para pensar no que ganhei com isso, e o quanto pude aproveitar de cada uma delas e reaproveitar em meu amadurecimento. Reflito se tomei decisões certas, perante ao meu futuro. E tento me imaginar daqui a uns anos, se serei uma boa profissional, uma boa mulher, uma boa mãe para meus futuros filhos. Mas agora, nesse momento, eu cresço em constantes mudanças comigo mesma. Recebo lições a cada dia, sendo da vida, ou das pessoas que ao me redor estão.
     Vivo procurando sempre evoluir, aprender com meus erros e sempre acertar nas escolhas para não ter problemas futuros. Me refaço a cada dia, em momentos, mudo mais de opinião do que de roupas. Busco o meu melhor a oferecer para qualquer situação. Poucas, são as coisas que me arrependo, até porque, a essa altura nada eu ganharia tendo uma vida amargurada, cheia de arrependimentos. Acho que toda e qualquer escolha, até mesmo levando em conta os erros, serviram de aprendizado. E a união de todas essas coisas que passamos pela nossa vida, de uma forma ou de outra, é o que ajuda na formação do nosso caráter.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Tenta, fascina, hipnotiza; Atiça!

"Hoje eu queria tanto escrever, na verdade, não pelo fato de querer, mas sim de me obrigar a dar continuidade a essa página que, ultimamente, se encontra mais vazia que eu. Por meio de algumas uniões de palavras e pensamentos tentarei concluir mais um texto, provavelmente amargurado, mas sincero."

      Me sinto em meio a uma completa confusão, me mantenho como que se estivesse de mãos e pés atados, nada mais poderá ser feito. Por enquanto, ainda não há nada a fazer. Parei aqui, e sem fazer esforços para lado algum, vejo tudo acontecer, os dias passarem, e eu nada fazer. A vida me castiga agora da forma mais baixa, tira meus dois caminhos principais, interditando esses meios, bloqueando toda e qualquer desvio meu para esses lados. Mas se esquece de um pequeno e incomodativo detalhe, é o fruto proibido que nos tenta, fascina, hipnotiza, e atiça o desejo até da pessoa mais equilibrada.
       Me vejo no meio de uma estrada, parada no caminho, sem ter coragem de agir. Olho para todos os lados, tento observar cada passo que dou, cuidando para não errar, e cada coisa que ao meu redor acontece. Como de costume, não chego a lugar algum. Falo coisas sem sentido, ando totalmente destemperada, completamente louca da vida. Apenas uma barra de chocolate não mais me satisfaz. Parei de agir, de sair, talvez até de viver, - diria o meu lado atriz de novela mexicana - por medo de instintos. Mas deixado esse lado dramático, acho que agora eu me encontro em total solidão.
     Solidão por opção, confesso, mas acredito que seja esse um momento útil para refletir sobre tudo e assim tentar, então, algum meio para que me liberte desse sufoco, sem grandes atitudes arriscadas. Não sei se ao certo eu quero realmente encontrar saídas, talvez a verdade seja que o que eu preciso é paz para minha cabeça, para os meus pensamentos, para o meu coração. E mais umas duas barras de chocolate, ao leite, claro.