"Hoje eu queria tanto escrever, na verdade, não pelo fato de querer, mas sim de me obrigar a dar continuidade a essa página que, ultimamente, se encontra mais vazia que eu. Por meio de algumas uniões de palavras e pensamentos tentarei concluir mais um texto, provavelmente amargurado, mas sincero."
Me sinto em meio a uma completa confusão, me mantenho como que se estivesse de mãos e pés atados, nada mais poderá ser feito. Por enquanto, ainda não há nada a fazer. Parei aqui, e sem fazer esforços para lado algum, vejo tudo acontecer, os dias passarem, e eu nada fazer. A vida me castiga agora da forma mais baixa, tira meus dois caminhos principais, interditando esses meios, bloqueando toda e qualquer desvio meu para esses lados. Mas se esquece de um pequeno e incomodativo detalhe, é o fruto proibido que nos tenta, fascina, hipnotiza, e atiça o desejo até da pessoa mais equilibrada.
Me vejo no meio de uma estrada, parada no caminho, sem ter coragem de agir. Olho para todos os lados, tento observar cada passo que dou, cuidando para não errar, e cada coisa que ao meu redor acontece. Como de costume, não chego a lugar algum. Falo coisas sem sentido, ando totalmente destemperada, completamente louca da vida. Apenas uma barra de chocolate não mais me satisfaz. Parei de agir, de sair, talvez até de viver, - diria o meu lado atriz de novela mexicana - por medo de instintos. Mas deixado esse lado dramático, acho que agora eu me encontro em total solidão.
Solidão por opção, confesso, mas acredito que seja esse um momento útil para refletir sobre tudo e assim tentar, então, algum meio para que me liberte desse sufoco, sem grandes atitudes arriscadas. Não sei se ao certo eu quero realmente encontrar saídas, talvez a verdade seja que o que eu preciso é paz para minha cabeça, para os meus pensamentos, para o meu coração. E mais umas duas barras de chocolate, ao leite, claro.

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