segunda-feira, 19 de setembro de 2011

E sempre que puder, estarei sorrindo

    Eu nunca vou conseguir entender porque a gente continua sempre com essa mania de querer ser de alguém, e também porque que quando isso não acontece não é de sorrisos que nossos rostos se tomam. É muito pelo contrário. Esse nosso desejo de pertencer alguém, de ter alguém, talvez seja o maior objetivo de um grande número de pessoas, mas não mais o meu. Primeiramente quero me encher de sorrisos sinceros, de felicidades. Essa vontade de se sentir completa, uma vontade de colocar em cima do outro a obrigação em fazer de nós, pessoas felizes. Quanta bobagem!
    Hoje, eu vejo a felicidade apenas como uma questão de escolha, como um querer aceitar a vida como ela é e tentar tirar proveito de todas as situações - sugando só coisas boas. Pessoas entram e saem da nossa vida a todo o momento e não podemos transformar a nossa felicidade em algo assim, tão passageiro, tão inconstante, que ao mesmo tempo que nos acompanha, pode também nos deixar, sem grandes explicações.
    Pessoas são de lua, e não quero ter a minha felicidade com intensidades baseadas em fases. Pessoas são, sim, necessárias para se viver bem, ninguém é feliz sozinho, mas antes de procurarmos isso nos outros, devemos primeiro encontrá-la dentro de nós. Eu acredito no amor, e acredito também na felicidade que ele nos trás, mas acredito mais ainda que se buscarmos felicidade nas pequenas coisas, antes do amor, nossa felicidade poderá assim, se tornar cada vez mais permanente e verdadeira. 
  Parei, pensei e percebi. Pessoas gostam mais de quem sai por aí sorrindo, com um tranquilidade estampada no rosto e não quem fica com uma dor amargurada a espera de um amor para esboçar um mísero sorriso. Quando menos se espera, mas rápido vem, e é melhor aguardar sorrindo do que com lágrimas angustiantes aos olhos. 

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