terça-feira, 17 de julho de 2012

Nem tudo deve sair de moda

     Há dias eu venho me perguntando sobre as coisas que vem acontecendo, porém, agora os meus questionamentos são outros. Onde é que foi parar o cavalheirismo? E a história da metade da laranja e dos amores verdadeiros? Onde está o romantismo, e os cuidados para lidar com as mulheres? Onde estão os homens que tiravam o chapéu ao cumprimentar uma mulher, ou beijavam nossas mãos? Cadê os homens que optam pela qualidade à quantidade? E os pedidos de casamento, viraram "breguice", e foram substituídos pelo, apenas, "juntar as escovas de dentes"? Mas me diz, os entregares fugiram com os nossos buquês de flores, ou eles nem se quer foram comprados? Como assim? Os elogiei tanto no texto abaixo e agora eles somem? 
      Nesses momentos eu ainda acho que nasci no tempo errado, não falo que queria ter presenciado a época dos casamentos arranjados, e de quando a mulher era uma mera dona de casa, mas gostaria de ter conhecido os homens de antigamente. O tempo passa, a tecnologia avança, e me parece que as pessoas só regridem, quando o assunto é valores. Quando falo em cavalheirismo, não ponho em questão pagar a conta de um restaurante, por exemplo, seria muita futilidade pensar direto nisso, mas falo de atitudes simples e gentilezas. Ser educado, verdadeiro, gentil e carismático não custa a ninguém, certo? Não é o que parece! Hoje em dia, isso está mais raro que crianças de 10 anos que ainda não beijaram. 
       Achar um homem cavalheiro é tão improvável que se isso acontece e o cara abre, e fecha, a porta do carro para nós, somos bem capazes de acreditar que foi só para preservar a lataria do automóvel, ou até mesmo se ele manda flores, sem ser uma data especial, já saímos acreditando que ele aprontou algo e está querendo se desculpar. Parece radical da minha parte? Bom, é apenas a opinião de alguém que está ressabiada quando o assunto é falta de romantismo. 
     A verdade é que homens gentis existem, sim, mas acredito realmente que morem em cavernas, se escondendo por medo de serem abusados por essa nova geração de "piriguetes". Ou quem sabe, desde que o sexo ficou tão acessível, eles achem que não é mais preciso perder tempo com agrados, e generalizem todas as mulheres. Sei lá, são as únicas explicações mais prováveis que me vem em mente. A verdade é que assim como nem todas as mulheres são fáceis, a moda do cavalheirismo deveria voltar à tona. Cuidar, dar carinho e ser gentil não é nenhuma vergonha, muito pelo contrário. 
      O mundo está carente de pessoas que se orgulhem de desejar, amar, conquistar e cultivar. As festas estão cheias, e os corações vazios. A cada dia que passa, há mais casais empurrando o relacionamento "com a barriga", e mais solteiros desesperados. Como diria Arnaldo Jabor, estamos carentes de amor, e de pessoas que dão a cara a tapa por esse sentimento tão bonito! Homens, cavalheirismo não é brega, muito pelo contrário; é saber respeitar e valorizar quem você gosta! Entendam isso.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Perto de uma mulher, são só garotos

     Ando em um longo estudo, superficial, para entender algumas coisas que estão acontecendo ao meu redor. Pode até parecer loucura, mas eu prefiro achar que é um conhecimento necessário. E a culpa de tudo isso, foi uma pergunta em mais um desses sites para curiosos e desocupados, feito eu. Enfim, me perguntaram qual é a real diferença entre garotos e homens de verdade, e eu respondi.. 
      Para começo de conversa, idade não faz diferença, atitudes sim! Há garotos com mais de 30 anos, e há homens com menos de 25, enfim.. é tudo culpa da tal da "maturidade", e da falta dela. Garotos querem status, varias mulheres, noitadas com muitas bebidas e perda de controle. Homens trocam todas essas agitações, por uma noite tranquila, ao lado de uma mulher que valha a pena. Garotos usam o verbo "pegar", ao se dirigir as mulheres, e se importam com quantidade. Homens falam em conquista, e querem mais a qualidade. Garotos te fazem chorar, te usam, depois jogam fora e ainda saem falando mal. Homens te valorizam, te beijam a testa, e sentem orgulho de estar contigo. Garotos sempre querem dar a última palavra em uma briga. Homens acabam a discussão calando a tua boca com um beijo. Garotos se aproveitam, inventam falsos amores para te levar para cama, e no outro dia espalham para os outros, tudo que vocês fizeram ou deixaram de fazer. Homens guardam os melhores momentos com eles, e fazem de tudo para nos deixar bem. Garotos querem tudo do jeito deles. Homens preferem fazer as coisas do modo como devem ser feitas. Garotos se importam com o tamanho da nossa bunda e dos nossos seios. Homens prestam mais a atenção no nosso sorriso, e valorizam o nosso olhar. Garotos arriscam e acham que sempre dará certo. Homens conhecem os limites e as consequências de suas atitudes. Garotos te ignoram quando estão com os amigos, homens te apresentam. Garotos partem para a agressão com quem dá em cima da gente, homens apenas nos abraçam e mostram que não estamos sozinhas. Garotos traem na primeira oportunidade. Homens não trocam o certo pelo duvidoso, nem uma vida toda por apenas uma noite. Garotos te fazem sentir ciúmes das outras. Homens fazem as outras sentirem ciúmes de você. Garotos te olham e te chamam de gostosa. Homens nos chamam de lindas. Garotos só querem sexo. Homens preferem fazer amor. Garotos te levam para a balada. Homens te levam para um jantar, para te apresentar aos pais. Garotos não querem compromissos. Homens escolhem só um mulher para ter a vida ao lado. Enfim, garotos não valem à pena. Homens valem todo e qualquer esforço!

sábado, 23 de junho de 2012

Eles não são iguais, nós é que somos


        O problema de nós mulheres é que conseguimos romantizar tudo.. Não concorda? Te dou exemplos! Então, ele te liga, 6 horas da manhã, foi só falar "eu te amo", que a boba aí já se derreteu toda, acreditando que essa seja a história de amor da tua vida, idealizando que o coitado deveria ter acabado de perder o sono, e que fez questão de lembrar que estava pensando em você. Enquanto, na verdade, o cafajeste acaba de chegar de alguma festa, embriagado e, provavelmente, depois dessa está afirmando ter "culpa no cartório" - o que a gente nunca desconfia.
     Por favor, caíamos na real: Tati Bernardi, com a sua mania incrível em se fazer notar, já havia perguntado: "Por que raios a gente tem de romantizar qualquer demonstração de carinho de um homem se na maioria dos casos eles só querem nos comer?" De certa forma, por mais chocante que seja, acho que não dá para discordar de tal afirmação, afinal, vivemos em um mundo que - nos dias de hoje - o nosso corpo tem sido muito mais valorizado que nossas ideias. Quando nos damos conta disso é quase uma catástrofe mundial: borramos maquiagens, estragamos músicas, socamos travesseiros, rasgamos fotos e nos prometemos que essa foi a última vez, que agora ele realmente perdeu, e não tem volta! Decisão que só dura até o telefone tocar novamente e o identificador de chamadas mostrar o nome dele.
      Somos frágeis, somos fracas, e isso tudo é por escolha própria - mesmo que involuntariamente. Olhamos muitos filmes românticos e idealizamos com eles a nossa vida perfeita, acontece, que na realidade, não é possível entregar ao outro um texto para que ele decore e nos diga na hora exata, não é mesmo? Além disso, as palavras usadas pelo dito cujo, dificilmente serão parecidas com as que Adam (Ashton Kutcher) disse a Emma (Natalie Portman), no final do filme Sexo sem Compromisso, por exemplo.
          Não estou fazendo esse texto por ser uma pessoa amarga, ou quem sabe querer soltar na rede algum tipo de indireta. Aliás, nem preciso que leiam essa droga! Não estou escrevendo isso com o intuito de ser uma formadora de ideias, e fazer a cabeça dos outros para que pensem assim como eu. Acontece, que é a noite que minha cabeça vira do avesso, e pensa nas coisas mais absurdas, e com sentido que eu poderia imaginar. É a noite que eu me reviro sobre a cama, tentando fugir das verdades e outras tantas palavras que insistem em me atormentar.
          Cansei de ouvir sempre as mesmas histórias e aguentar minhas amigas culpando os homens por serem todos iguais. Acontece, meninas, é que eles não são todos iguais, agora, nós.. nós é que somos. Somos nós que só mudamos de endereço, pois quanto ao modo de levar a vida e aceitarmos as coisas, os erros se repetem. Romantizamos até os momentos de pura safadezas, e ouvimos cada "te cuida", como um "eu te amo". E ingênuas ainda nos achamos capazes de encarar o desafio, e transformar aquele homem galinha, por quem nos apaixonamos, em um namorado fiel e ideal. Sejamos realistas, a história é a seguinte: sem expectativas, sem decepções! Não devemos esperar dos homens, atitudes que só nós mulheres, e nossa incrível mania de sermos movidas por sentimos, faríamos. Como eu sempre digo, o problema é que a teoria é simples, agora, a prática é quase impossível, e será mais ainda se insistirmos em continuar nos lamentando, em vez de tentarmos.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Apenas mais uma dose

    Bebidas, azaração, coreografias dançadas até o chão, dois ou mais relacionamentos em uma só noite. Pessoas cheias de álcool e vazia de sentimentos. Isso não é uma crítica, eu também já tive essa fase de sair para dançar, beber e me divertir com os amigos. Só acho que como tudo na vida, esse momento também deve passar.
     Na hora de se passar por "coitadinho(a)", e dê publicar coisas melosas, reclamando sobre a solidão, no mundo virtual, estão todos o fazendo. Agora, na hora de se dar valor em festas, ninguém está nem aí. Há quem dê a desculpa que saí para festas, para conhecer alguém, arrumar um(a) namorado(a). Cá entre nós, essas pessoas não se encontram em um lugar assim. Festas são para curtir, beber, fazer novas parcerias, entrar na onda dos beijos descompromissados, e dos amores de uma noite só. Pode até parecer estranho, mas pessoas interessantes, e que se dispõe a ter um relacionamento sério, estão cada vez mais difíceis de encontrar. Não por estarem escassas, ou em falta no "mercado", mas, sim, por se privarem de frequentar locais desse tipo. Pode ser besta, mas é a mais pura verdade; quanto mais interessante uma pessoa é, mais difícil de encontra-lá em uma boate, certo? Certo.
      Enfim, Caio Fernando Abreu já dizia tudo; de que adianta ir para festas e voltar com o coração vazio? E é exatamente isso, eu saía para festas, me divertia por lá, fazia novos amigos e até conhecia pessoas interessantes, mas na hora de voltar para casa; aquele aperto no peito.. Como se aquele encanto todo tivesse chegado ao fim. Bate a meia noite e a Cinderela tem que voltar para casa; sozinha, acabada, com os pés doídos e os sapatos nas mãos. Uma angústia, um vazio no peito, no coração. Uma certeza de que falta alguma coisa; alguém. A certeza de se sentir incompleto. Difícil de explicar, só entende quem sente.
    A verdade é que essa vida na noite é uma vida muito superficial, regada a muito álcool, e perda de controle. O que não nos leva a lugar algum, e nada tem a nos oferecer. Ainda sou nova, mas acredito que esteja manias de velhas. Cansei de sair por aí com quilos de maquiagem no rosto e centímetros de saltos, mostrando um sorriso que não é meu. Tenho meu modo de ser e não quero ficar aparentando para os outros, uma vida que não é minha. Está frio e agora eu só desejo uma coisa. Me alcance mais uma dose de amor, por favor? Bem quente, e de preferência, duradoura! Ah, não tem? Está bem, deixa para lá, vou continuar tomando o meu vinho, em frente a lareira.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Quer saber? Já foi! Vou cuidar de mim

    Começo quinhentos textos em um mesmo dia, e não termino nenhum. Meu blog já não vai mais para frente, e a culpa disso tudo é somente minha. Me proponho a escrever algo para sair desse zero-a-zero e atender aos pedidos das tantas pessoas que apreciam ler meus textos. Na primeira frase digitada, ao reler, eu já me questiono; "Me expus demais? O que os outros vão pensar?" Chega a ser irônico. Logo eu, que sempre fui movida por uma enorme vontade em se fazer chamar atenção, agora, passei a me preocupar em não entregar de bandeja o modo como tenho visto as coisas ao meu redor. Querer deixar tudo subentendido e acabar por não conseguir escrever nada até o fim.
   Me fechei, e não consigo mais expor essas coisas que se passam aqui por dentro. Posso estar enlouquecendo, ou talvez, apenas amadurecendo. E quem saberá responder? Minha vida deu voltas. Acredito que se encontre, nesse momento, de cabeça para baixo. Diante a essa mudança drástica, percebi que esse sim, é o meu lado certo. Meu lado de menina "moleca" desapareceu, e agora só busco tranquilidade. Sair para festas já não é mais o meu foco, isso tudo me passa muita solidão. E com o frio, então, não há nada melhor do que ficar em frente a lareira, acompanhada de um bom vinho, já que me encontro sozinha, no momento. 
     Foram necessários acontecimentos aos extremos, para eu concordar que as coisas, como estavam, não iriam a lugar nenhum. Nunca aceitei facilmente as mudanças, sempre fiquei com um pé atrás e uma certa desconfiança com tudo. Algo do tipo; "não vai dar certo", ou talvez, "eu posso me arrepender". Independente de tudo, nesse momento, só busco seguir em frente. O amor já me machucou demais, e agora só quero cuidar da única pessoa que realmente pode me fazer feliz; eu mesma! 
    Estamos nessa vida para evoluir e crescer como seres humanos. Somos carne e ossos, movidos por emoções, amores e paixões. Há quem diga que estamos nessa vida para aprender, eu prefiro encarar tudo isso como uma forma de aproveitar e tentar buscar felicidade. Ainda é cedo e eu estou me reerguendo, decidi ser mais egoísta e, agora, cuidar de mim. Busco resultados, e tenho certeza que irei alcançá-los com êxito. Cabeça erguida, fé em Deus e as coisas darão certo! É a minha hora, o meu momento e não abrirei mão disso por nada, nem ninguém.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Contra si mesmo


      Com o tempo aprendi a ver as coisas com outros olhos, passei a ser mais realista comigo mesmo. Percebi que amar me deixa completamente cega e que, por esses motivos, posso cair inúmeras vezes e, mesmo assim, não pensar em desistir. Parei de ficar esperando dos outros atitudes que somente eu tomaria.
       Com o tempo fui amadurecendo, melhorando em vários aspectos, e tentando amenizar meus maiores defeitos. Mudando de dentro para fora. Mudança essa, que pode ser interrompida em um piscar de olhos. São necessários poucos segundos para meu mundo virar completamente de cabeça para baixo.
       Essa minha inconstância me faz ir de um extremo ao outro, em apenas alguns instantes que paro para pensar sobre a vida. Não é que eu queira voltar atrás, nem voltar a ter a vida que tinha antes. Assim como todos os demais, também procuro evoluir. Então porque agora eu iria regredir? Foram tantos e tantos avanços que agora, em meio a toda essa confusão, perigam ir por água a baixo. Tantos momentos deixados para trás, lembranças fortes, das quais não consigo me livrar.
        A vida me prega peças, e ao decorrer do tempo ela vai me mostrando que não é tão fácil assim manter o controle. Quero tudo, quero tanto, que acabo no fim não sabendo nada ao certo. Quando acho que as coisas estão se encaminhando, sempre aparece algo para me questionar se é realmente isso que quero. Me pergunto então o que fazer? Sendo que meu maior problema sou eu mesmo.
       Já não consigo mais entender o que realmente quero para mim. O que posso fazer se perdi a noção das coisas, se cheguei ao ponto de ficar tão confusa, que me enredo em minhas próprias palavras? Já é tarde e eu ainda estou reflentindo sobre o que fazer, sem encontrar nenhuma mísera resposta. O tempo passa, as palavras saem como pensamentos; sem se encaixar; meio sem sentido, assim como eu me encontro.

quarta-feira, 7 de março de 2012

P.S Eu te amo

      Eu estava por aqui, em mais um dia inútil, no qual passo o tempo lendo alguns textos e frases, de escritores que eu admiro; foi então que li uma pequena citação da Tati Bernardi, a qual afirmava o seguinte; "Eu te amo, virou uma frase tão romântica quando 'me passa o açúcar". Confesso que não gostei de tal afirmação, mas fui obrigada a concordar. A desvalorização dessas palavras é algo que já saiu de controle.  
       Hoje em dia, vejo muito bem o "eu te amo" saindo já como impulso, como uma forma de agradar a outra pessoa, mesmo que não seja sincero. E, sinceramente, isso está indo longe demais. Já ouvi de pessoas que conheci a uma semana atrás, que me amavam. Agora, cá entre nós, eu não sou uma pessoa tão amável assim para despertar isso em um mero conhecido. Uma semana, pode isso? Eu levei muito tempo para admitir que sim, estava "amando" alguém de verdade. Não forcem, né.
        A verdade é que, por mais que as pessoas, em geral, estejam usando mais essa frase do que o velho "bom dia", para mim isso aí ainda é algo muito forte, e confesso que me travo completamente quando sinto necessidade de falar isso para alguém. Vou ser mais clara. Não estou querendo aqui aparentar ser uma pessoa fria, sem sentimentos ou algo do tipo, muito pelo contrário. Eu amo, amo muito; Amo tanto que temo assustar o culpado ao assumir isso; frase que, até então, eu nunca tinha pronunciado para ninguém. Pode ser lá falta de coragem, não sei, a verdade é que o valor que essas pequenas palavras tem para mim, são muito grandes. Me recordo bem a primeira e ultima vez que assumi isso para o mesmo, e nem pessoalmente foi. "Cara a cara", é como se eu me bloqueasse, em muitos momentos me peguei observando ele e repetindo dentro de mim.. "eu te amo, eu te amo, eu te amo!", mas na hora de falar, minhas cordas vocais não pronunciavam som algum. Foi depois disso que eu percebi o quanto essa afirmação mexe comigo.
        A desvalorização dos sentimentos não é algo que possa ser levado em frente. Como podemos tratar algo tão puro e sincero com tanta frieza e falsidade? "Eu te amo", da boca para fora até ursinho de 1,99 fala. É hora de rever os conceitos, e saber utilizar as palavras certas para se expressar, antes que elas percam seu valor por total. Sei bem que isso já virou clichê, mas mesmo assim as pessoas não entendem; "Eu te amo", não é "Bom dia"! Pensem nisso.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Relato de uma conquista

     Dessa vez não vou falar de amor, nem de romances, nem de decepções. Enfim, dessa vez não venho com o propósito de falar da minha trágica vida amorosa, já virei descrente disso aí. A questão agora é simples, estou prestes a viver uma nova etapa da minha. Um novo a ciclo a fechar, um novo desafio a encarar. O que, antes, eu pensava que aconteceria com esse meu ano de 2012, não é mais a realidade. Vou ser detalhista. Eu tinha como planos fazer um ano de cursinho em Santa Maria, um ano de festas, um ano para viver a minha vida, com a única responsabilidade de passar no vestibular e começar a temível faculdade só em 2013. Seria um ano para mim, nada além disso, apesar de eu estar ciente que teria uma certa pressão psicológica por ter que passar no vestibular, sem sombra de dúvidas. Então, em uma manhã lá do dia 17, eu estava dormindo, quando me acordo com o celular, ao lado, aos berros, era a é minha mãe, me dando o recado de que eu havia sido aprovada na faculdade. Rapidamente não tive reação alguma, acho que até saltei com um "Que bom", ou talvez um "Legal". Levantei da cama, olhei o relógio, eram recém vinte para as nove da manhã; fui acordada em plena madrugada - pensei. Lavei o rosto, escovei os dentes, sentei na sala e dei por mim em um só berro; "Eu passei!". Nesse momento, minha irmã pequena questionou a minha sanidade mental. Fiquei imediatamente eufórica e ao mesmo tempo com medo do que está por vir. E o meu ano de festas? Se foi por água a baixo.
      Eis chegada a hora de eu tomar vergonha na cara e criar responsabilidade. Virei gente grande, aos 16 anos. Vou embora, morar sozinha, não mais em Santa Maria, mas Pelotas me receberá bem, eu acho. Sem dúvidas foi um momento muito feliz para mim, e algo que eu não vou esquecer, não só por mim, mas também por ver a felicidade dos meus pais ao perceberem que a filha deles virou "Bixo de nutrição", em uma universidade federal. Senti orgulho de mim, ainda mais. Estou ansiosa para essa nova fase, estou até com sede de conhecimento, tendo em vista, que não aguento mais essas férias. Então, que venha esse novo desafio, eu não só aceito, como também me alegro muito de ter essa oportunidade! Que venha a UfPel! Estou pronta para encarar! 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Nem tudo é como se espera

        Deitada na minha cama, aquilo que era para se tornar mais um noite de sono, ou melhor, apenas mais uma atividade comum, de uma vida rotineira, vira um tormento. Viro para um lado e para o outro. Me parecem gritos de socorro. Pressiono o travesseiro sobre meus ouvidos e percebo que é tudo coisa da minha cabeça. Quem se desespera e pede por socorro, sou eu mesma. Meus pensamentos já não me deixam mais em paz. Já não mais é possível descansar, sem preocupações. Está doendo querer mudar. Não está sendo nada fácil, e parece que é de noite, o único momento em que eu paro para refletir.
       Por mais que eu tenha chegado a conclusão de que do jeito que eu me encontrava, nenhum avanço seria possível, e que eu esteja inteiramente disposta a mudar, em momentos eu quase desisto. A teoria é sempre simples, agora, a prática é um desafio e tanto. Está doendo querer mudar; é ferida profunda; é passado recente. Posso estar sendo radical demais, esperançosa demais, sei lá, mas é tanto exagero assim, da minha parte, querer seguir em frente limpa, sem lembranças, apenas pronta para uma nova vida? Tenho plena consciência de que nada é assim tão fácil. Ainda mais quando se decide, de repente, querer que, de uma hora para a outra, todo e qualquer passado seja esquecido. Eu só queria renascer, livre de lembranças e sem riscos de ficar cada vez mais acorrentada ao passado. Eu só queria levar a sério essa história de "ano novo, vida nova". Por que não?
        Ao menos se alguém compreendesse como é incomoda essa sensação de estar prestes a fracassar, de como é perturbadora essa ideia de que não irei alcançar meus objetivos. Eu sei que ninguém consegue seguir seus próprios conselhos, mas eu ainda posso tentar, não é? Minha cabeça está dando voltas e adora recordar tudo aquilo que eu quero esquecer. Parece que quanto mais eu fujo, mais rápido meus problemas me alcançam. Como se minhas tentativas fossem nulas. Como se eu não pudesse lutar contra mim mesma. E assim eu vou indo.. A cada segundo, recordando mais e mais momentos que vivenciei, logo agora que eu só queria era descansar.