sábado, 23 de junho de 2012

Eles não são iguais, nós é que somos


        O problema de nós mulheres é que conseguimos romantizar tudo.. Não concorda? Te dou exemplos! Então, ele te liga, 6 horas da manhã, foi só falar "eu te amo", que a boba aí já se derreteu toda, acreditando que essa seja a história de amor da tua vida, idealizando que o coitado deveria ter acabado de perder o sono, e que fez questão de lembrar que estava pensando em você. Enquanto, na verdade, o cafajeste acaba de chegar de alguma festa, embriagado e, provavelmente, depois dessa está afirmando ter "culpa no cartório" - o que a gente nunca desconfia.
     Por favor, caíamos na real: Tati Bernardi, com a sua mania incrível em se fazer notar, já havia perguntado: "Por que raios a gente tem de romantizar qualquer demonstração de carinho de um homem se na maioria dos casos eles só querem nos comer?" De certa forma, por mais chocante que seja, acho que não dá para discordar de tal afirmação, afinal, vivemos em um mundo que - nos dias de hoje - o nosso corpo tem sido muito mais valorizado que nossas ideias. Quando nos damos conta disso é quase uma catástrofe mundial: borramos maquiagens, estragamos músicas, socamos travesseiros, rasgamos fotos e nos prometemos que essa foi a última vez, que agora ele realmente perdeu, e não tem volta! Decisão que só dura até o telefone tocar novamente e o identificador de chamadas mostrar o nome dele.
      Somos frágeis, somos fracas, e isso tudo é por escolha própria - mesmo que involuntariamente. Olhamos muitos filmes românticos e idealizamos com eles a nossa vida perfeita, acontece, que na realidade, não é possível entregar ao outro um texto para que ele decore e nos diga na hora exata, não é mesmo? Além disso, as palavras usadas pelo dito cujo, dificilmente serão parecidas com as que Adam (Ashton Kutcher) disse a Emma (Natalie Portman), no final do filme Sexo sem Compromisso, por exemplo.
          Não estou fazendo esse texto por ser uma pessoa amarga, ou quem sabe querer soltar na rede algum tipo de indireta. Aliás, nem preciso que leiam essa droga! Não estou escrevendo isso com o intuito de ser uma formadora de ideias, e fazer a cabeça dos outros para que pensem assim como eu. Acontece, que é a noite que minha cabeça vira do avesso, e pensa nas coisas mais absurdas, e com sentido que eu poderia imaginar. É a noite que eu me reviro sobre a cama, tentando fugir das verdades e outras tantas palavras que insistem em me atormentar.
          Cansei de ouvir sempre as mesmas histórias e aguentar minhas amigas culpando os homens por serem todos iguais. Acontece, meninas, é que eles não são todos iguais, agora, nós.. nós é que somos. Somos nós que só mudamos de endereço, pois quanto ao modo de levar a vida e aceitarmos as coisas, os erros se repetem. Romantizamos até os momentos de pura safadezas, e ouvimos cada "te cuida", como um "eu te amo". E ingênuas ainda nos achamos capazes de encarar o desafio, e transformar aquele homem galinha, por quem nos apaixonamos, em um namorado fiel e ideal. Sejamos realistas, a história é a seguinte: sem expectativas, sem decepções! Não devemos esperar dos homens, atitudes que só nós mulheres, e nossa incrível mania de sermos movidas por sentimos, faríamos. Como eu sempre digo, o problema é que a teoria é simples, agora, a prática é quase impossível, e será mais ainda se insistirmos em continuar nos lamentando, em vez de tentarmos.

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